Após a lista dos 26 nomes divulgada por Carlo Ancelotti que estarão na Copa do Mundo de 2026, o NSC Total joga luz às mudanças do início do ciclo até o momento em que a seleção brasileira volta a sonhar com o hexacampeonato.
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Em março de 2023, quatro meses depois da eliminação para a Croácia nas quartas de final no Catar, o técnico interino Ramon Menezes liderou a primeira lista do pós-Tite para um amistoso contra Marrocos, apresentando uma proposta de renovação imediata com atletas que se destacavam no cenário sul-americano e na base.
Curiosamente, nosso primeiro adversário neste atual ciclo será o da nossa estreia no Mundial.
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Três anos depois, a convocação definitiva de Carlo Ancelotti revela uma mudança profunda de critérios, priorizando a experiência em grandes ligas europeias e a imposição física. Lesões de última hora também alteraram os planos da comissão técnica, como os desfalques confirmados do zagueiro Éder Militão e do atacante Rodrygo, ambos do Real Madrid, que abriram espaço para novas peças no grupo principal.
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Daquela lista inicial de transição montada em 2023, restaram poucos nomes, evidenciando que o comando técnico preferiu apostar na maturidade tática e na regularidade internacional para a busca do hexacampeonato.
Mudança de perfil na linha de defesa
A estrutura defensiva foi totalmente reformulada em comparação ao início do ciclo. Em 2023, a lateral contava com jovens como Arthur, na época no América Mineiro, e Robert Renan, atualmente no VAsco, que jogava no Zenit.
Para o Mundial de 2026, Ancelotti optou pela bagagem de Alex Sandro e Danilo, ambos atualmente no Flamengo, assegurando também nomes como Wesley, da Roma, e Douglas Santos, do Zenit. Na zaga, Marquinhos, do Paris Saint-Germain, e Ibañez, do Al-Ahli, são os elos de continuidade daquela primeira convocação.
Meio-campo baseado em força e intensidade
O setor de contenção e criação ganhou uma nova identidade sob o comando do treinador italiano. Ramon Menezes havia convocado atletas com características de maior mobilidade no futebol nacional, como André, que defendia o Fluminense, e Raphael Veiga, do Palmeiras. Na lista final da Copa, Ancelotti desenhou um setor focado no vigor físico, sustentando Casemiro, do Manchester United, e Lucas Paquetá, do Flamengo, além de consolidar a entrada de Bruno Guimarães, do Newcastle.
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Um novo poderio ofensivo
A linha ofensiva é o setor que melhor ilustra a transformação da equipe. Atletas que iniciaram o ciclo em 2023, como Antony, do Manchester United, e Rony, do Palmeiras, perderam espaço.
As grandes novidades na convocação final são Luiz Henrique, atacante que atualmente defende o Zenit, da Rússia, após se tornar o principal destaque do título da Copa Libertadores pelo Botafogo; Endrick, jogador do Lyon, que mostra um grande potencial mesmo sendo jovem; Rayan, do Bournemouth, promessa do Vasco que se tornou um dos principais jogadores da liga inglesa; e Igor Thiago, do Brentford, vice-artilheiro da Premier League, atrás apenas Haaland.
Eles se juntam a nomes de peso como Vinícius Júnior, do Real Madrid, e Neymar, que hoje atua no Santos.
Compare as duas convocações
A primeira lista do ciclo (Ramon Menezes – março/2023)
- Goleiros: Ederson (Manchester City), Mycael (Athletico Paranaense) e Weverton (Palmeiras);
- Laterais: Alex Telles (Sevilla), Renan Lodi (Nottingham Forest), Arthur (América Mineiro) e Emerson Royal (Tottenham);
- Zagueiros: Éder Militão (Real Madrid), Ibañez (Roma), Marquinhos (Paris Saint-Germain) e Robert Renan (Zenit);
- Meias: André (Fluminense), Andrey Santos (Vasco), Casemiro (Manchester United), João Gomes (Wolverhampton), Lucas Paquetá (West Ham) e Raphael Veiga (Palmeiras);
- Atacantes: Antony (Manchester United), Richarlison (Tottenham), Rodrygo (Real Madrid), Rony (Palmeiras), Vinícius Júnior (Real Madrid) e Vitor Roque (Athletico Paranaense).
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A lista final para a Copa do Mundo (Carlo Ancelotti – maio/2026)
- Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio);
- Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (Paris Saint-Germain) e Wesley (Roma);
- Meias: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo);
- Atacantes: Endrick (Real Madrid), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vinícius Júnior (Real Madrid).
