Atacante do Joinville Esporte Clube no Campeonato Catarinense 2024, a vida de Guilherme Cachoeira poderia ser bem diferente. Hoje aos 21 anos, o jovem nascido e criado na zona sul de Joinville teve que lutar desde muito cedo para alcançar o sonho de jogar futebol.

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Aos 14 anos, o atleta foi morar em Cotia, para ser atleta da base do São Paulo. Destaque, chegou a disputar o Sul-Americano sub-17, em 2019, pela Seleção Brasileira. O sucesso na base poderia ser o prenúncio de virar profissional no próprio São Paulo FC. Mas o destino não quis assim.

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Ainda na base, em 2021, se transferiu para o Vasco da Gama até ser contratado pelo Volta Redonda para defender a equipe profissional. Pela equipe carioca, disputou o campeonato estadual de 2023, quando começaram os problemas.

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— Tive um cisto pilonidal no cóccix e fiz cirurgia. Fiquei um mês de cama, minha esposa que cuidou de mim, foi uma situação bem ruim. Quatro meses depois, eu não tinha para onde ir, não tinha clube, mas abriu uma oportunidade no Inter de Bebedouro (SP) — afirma Cachoeira.

— Na época, eu acreditava que não seria o melhor lugar para ir, mas fui convencido que seria bom para mim, fisicamente seria bom para voltar a jogar. Fui para lá mas acabei mais me frustrando do que me deixando bem mental e fisicamente. Pensei logo depois em parar de jogar — revela o jogador.

Após a frustração e uma quase parada na carreira, Guilherme Cachoeira chegou a receber proposta da Sérvia para jogar na Europa, mas o coração tricolor falou mais alto e ele foi buscar, nas origens, a volta por cima.

— Meu pai falou para tentar em algum clube de Santa Catarina. Eu falei que, em Santa Catarina, só no JEC. Graças a Deus ele conseguiu abrir essa porta aqui, junto com os meus empresários — afirmou.

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No JEC desde julho de 2023, Guilherme Cachoeira disputou 14 jogos até o momento, marcou quatro gols, e segue sendo uma das esperanças da equipe no Campeonato Catarinense 2024.

Veja fotos de Cachoeira com a camisa do JEC e a carreira

“Faria tudo de novo”

Na época em que começou a jogar futebol, o Joinville não possuía categorias de base. Por isso, o pai Marcos Silveira, junto com outros pais, tiveram que ir atrás de apoio de empresários e tiravam do próprio bolso para bancar as viagens do time.

— Às vezes, eu largava o trabalho, ia pedir ajuda aos amigos, ia levar ele onde fosse preciso para poder realizar o sonho dele. O sonho de um filho é um sonho nosso. Eu faria tudo de novo— relembra Marcos com nostalgia.

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O representante comercial, inclusive, tem sido presença constante nas partidas do filho, agora profissional. Junto, ele esteve em Tubarão e Chapecó, onde viu, de perto, Cachoeira fazer um dos gols da vitória do Joinville sobre a Chapecoense, pela 7ª rodada do estadual. Uma história que, apesar de tão grande, parece apenas estar começando.

— O meu sonho mesmo é jogar uma UEFA Champions League. Mas se Deus falar que não é o caminho, eu vou aceitar. Só quero ter uma segurança financeira para minha família e a gente poder viver tranquilo — disse Cachoeira.

JEC no Catarinense 2024

Com 11 pontos somados em oito jogos, o Joinville está na sexta colocação do Campeonato Catarinense 2024, em busca da vaga na Série D 2025 do Campeonato Brasileiro.

O próximo confronto do tricolor é contra o Concórdia, na quarta-feira (21), às 20h, na Arena Joinville.

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*Sob supervisão de Andréa da Luz

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