A primeira final de Libertadores ninguém esquece. Voltar ao Maracanã quase 10 anos depois, também não. Durante muitos anos, este estádio foi a minha segunda casa. Na geral, na arquibancada ou nas cadeiras, lá estava eu – como torcedor ou depois, como jornalista, com meu grande amigo tricolor PJ.

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Agora o Maraca é diferente, está bem menor e é um programa caro. Mas é sempre emocionante estar aqui. É a minha vida.

Fluminense é campeão da Libertadores em cima do Boca

Em 2014, na Copa do Mundo, foi a final entre Alemanha e Argentina. Desta vez, o estádio tem as cores do Fluminense e do Boca Juniors. Um jogo inesquecível, épico, considerado a maior final da competição de todos os tempos.

Cerca de 700 jornalistas foram credenciados, de todo o mundo. Decisão transmitida para cerca de 150 países. Um time tentando seu primeiro título sul-americano; o outro campeão seis vezes. Inesquecível.

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A torcida tricolor sente-se à vontade, está em casa como eu. Os “hinchas” do Boca vêm de todos os cantos da Argentina: Patagônia, Mendoza, Salta, Tucumã, Córdoba, Buenos Aires. Vieram de ônibus e de carro, dias de viagem. Ocuparam Copacabana. Seriam cerca de cem mil, de acordo com as autoridades.

Dizem que alguns estão no Rio desde 13 de julho de 2014, quando os argentinos perderam aquela final para os alemães.

As ruas da cidade maravilhosa – que há muito tempo nem é tão maravilhosa assim – carregam uma atmosfera alucinante. Eletricidade pura.

Dentro do Maracanã o clima é perturbador, há uma beleza psicodélica até, fortalecida pelo vermelho-verde-branco do Fluminense e pelo azul-amarelo do Boca Juniors. A cantoria, a gritaria, as provocações, a esperança e o temor retratados em cada face de torcedor. A eterna espera pelo começo. A ansiedade cortante. Mas temos os segundos, os minutos, as horas. O tempo que cruelmente insiste em não passar.

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Não aprendemos, não temos o talento dos americanos: fazemos mais uma festa jeca antes de o jogo começar. Ninguém presta atenção mesmo.

Times em campo, hinos executados, o primeiro tempo é dominado pelo talentoso Fluminense diante do atrapalhado Boca Juniors.

O gol de um argentino-carioca parece ironia do destino. É festa tricolor. A vantagem está assegurada.
Mas ainda temos os segundos, os minutos… Advíncula, um peruano que corre mais do que o Usain Bolt, fez valer a pressão do Boca e empatou a decisão.

Tensão, estresse, choro. Vem aí a prorrogação.

Mais um “estrangeiro” recoloca o Fluminense na frente. John Kennedy. Só que não. Ele é mineiro de Itaúna. É dele o gol do inédito título da Libertadores, depois de segundos. minutos, horas, dias, meses, anos de sofrimento e sonho.

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Como é bonito o futebol. Como é encantador ver tudo isso em minha casa. E devo confessar: como é gostoso ver todo esse espetáculo sem ter o coração enamorado por nenhum dos times, distante das amarras da paixão.

Muito obrigado, Maracanã.

Assista aos melhores momentos da final da Libertadores

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