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Depois de liberação de R$ 1,5 milhão, Centro Tecnológico de Chapecó tem previsão para julho 

Centro de Inovação terá cinco pavimentos e vai abrigar universidades, empresas e órgãos públicos

25/02/2020 - 15h40

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Darci
Por Darci Debona
Obra do Parque Científico e Tecnológico Chapecó@
Obra do prédio de cinco andares iniciou em 2014 e já teve duas paralisações
(Foto: )

Após a liberação de R$ 1,5 milhão anunciada na última sexta-feira, pelo Governador Carlos Moisés da Silva, o prédio do Centro de Inovação de Chapecó, que faz parte do Parque Científico e Tecnológico Chapecó@, finalmente poderá ser concluído e inaugurado.

A obra de cinco pavimentos e 3,1 mil metros quadrados começou a ser construída em 2014, numa área de 9,5 mil metros quadrados, doada pela prefeitura de Chapecó, próximo ao Parque de Exposições Tancredo Neves e da Universidade Comunitária Regional de Chapecó (Unochapecó), no bairro Efapi. O investimento inicial era de R$ 7 milhões.

No entanto a primeira empresa faliu, foi realizada uma nova licitação e, novamente a obra havia sido paralisada em outubro do ano passado. O reitor da Unochapecó, Cláudio Jacoski, que é um dos coordenadores do projeto, disse que, com a liberação dos recursos, a obra pode ser concluída neste ano.

- Com esse aporte de recursos podemos terminar a obra e já licitar os móveis e divisórias. A expectativa é de conclusão em junho ou julho. Importante que as ações do Parque Tecnológico já estão em andamento, com a incubação de startups na própria Unochapecó. Mas com o novo prédio queremos criar um ambiente de inovação com a presença de mestres e doutores das universidades, Sebrae, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação de Santa Catarina, estruturas públicas e empresas interessadas – disse Jacoski.

Ele afirmou que Chapecó já é a segunda cidade do Brasil em número de startups per capita, ficando atrás somente de Florianópolis. Citou casos de empresas incubadas, como a Pack ID, premiada na Alemanha, que monitora a temperatura de produtos perecíveis. Também citou outro aplicativo de gestão de clubes, que já está sendo utilizado na Chapecoense, Palmeiras e Boca Juniors.

- Queremos desenvolver soluções para as empresas, criar uma nova matriz econômica mas também inovações para as agroindústrias, que competem num mercado global – afirmou Jacoski.

Um edital será lançado para que os interessados possam se inscrever. Há três modelos. Um de locação do espaço para desenvolver um projeto. Outro de incubação de novas empresas por dois anos e um terceiro por meio de convênio com as universidades.

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