A pitaya, também conhecida como fruta-do-dragão, acaba de ganhar mais um destaque na lista de seus benefícios à saúde. Um estudo inédito da Universidade de São Paulo comprovou que a versão fermentada da fruta tem potente ação anti-inflamatória no intestino, podendo ajudar no tratamento de doenças crônicas.
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A pesquisa, conduzida por Juliana Yumi Suzuki da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, analisou o efeito da polpa de pitaya vermelha fermentada com probióticos específicos. Os resultados mostraram ativação de mecanismos celulares de “limpeza” que previnem inflamações no trato gastrointestinal.
A falta da vitamina D pode ter efeitos que você nem imagina
Como a fermentação potencializa os benefícios
O estudo utilizou duas cepas de bactérias benéficas – Lacticaseibacillus paracasei F-19 e Bifidobacterium animalis BB-12 – para fermentar a polpa da pitaya. Essa combinação mostrou resultados surpreendentes ao ativar um gene normalmente estimulado apenas pela vitamina D.
“O processo retarda o envelhecimento celular”, explica a pesquisadora no Jornal da USP. A ativação desse gene desencadeia a autofagia, processo natural de “reciclagem” celular que elimina componentes danificados e mantém o intestino saudável.
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Nutrientes que fazem a diferença
Além dos benefícios da fermentação, a pitaya já era reconhecida por seu alto valor nutricional. Seus pigmentos vermelhos, as betacianinas, são potentes antioxidantes que combatem o envelhecimento precoce e previnem diversas doenças.
A fruta também é fonte de rutina (vitamina P), que fortalece os vasos sanguíneos, e minerais como cálcio e magnésio. Estudos anteriores da Embrapa já haviam indicado seu potencial para reduzir os efeitos da ansiedade no organismo.
Novos horizontes para alimentos funcionais
Para a equipe de pesquisa, a descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos alimentos probióticos com ação anti-inflamatória. A pitaya fermentada pode se tornar uma alternativa natural para auxiliar no tratamento de condições como Doença de Crohn e outras inflamações intestinais.
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A pesquisadora destaca que “essa descoberta é relevante, pois abre possibilidades para o uso de alimentos fermentados na regulação da saúde celular por caminhos até então não descritos”. O próximo passo será testar a eficácia em humanos.
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