O desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho, de 64 anos, encontrado morto nesta terça-feira (19) perto do Mirante da Vista Chinesa, no Parque Nacional da Tijuca, na zona Sul do Rio de Janeiro, após ficar desaparecido por cerca de um mês, estava afastado de suas funções desde 2025, suspeito de cometer violência doméstica contra a esposa dele. Ele tinha sido visto pela última vez no dia 14 de abril e era procurado desde então.
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Alcides era desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Em maio do ano passado, a mulher dele afirmou que foi agredida por ele após moradores do prédio onde eles estavam, em Ipanema, terem acionado a Polícia Militar depois de ouvirem gritos do apartamento do magistrado.
A mulher tinha marcas no pescoço e no braço. Segundo a PM, a filha de 8 anos do casal também presenciou a cena. Alcides teria reagido de forma agressiva quando a polícia chegou ao local, e precisou ser algemado. Na ação, ele afirmou que a ação era ilegal depois de se identificar como magistrado federal.
O caso ainda está sendo investigado. Na ocasião, o desembargador prestou depoimento e foi liberado.
Veja fotos do local próximo onde o desembargador foi encontrado
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Corpo encontrado sem sinais de violência
O corpo do desembargador foi encontrado por agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) e do Corpo de Bombeiros. Conforme a Polícia Civil, não foram encontrados sinais de violência. A perícia foi realizada no local pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
Na última vez que ele foi visto, Alcides sacou R$ 1 mil e pegou um táxi para ir ao mirante da Vista Chinesa.
O TRF2 manifestou pesar com o caso, afirmando que “corpo que, segundo as autoridades responsáveis pela investigação, apresenta indícios de ser do Excelentíssimo Desembargador Federal Alcides Martins Ribeiro Filho”.
“Em nome dos magistrados e servidores, o Presidente da Corte, Desembargador Federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifesta solidariedade aos familiares, amigos e colegas do Eminente Desembargador Alcides Martins Ribeiro Filho neste momento de apreensão e tristeza.“, escreveu o órgão.
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Como denunciar violência contra a mulher

*Com informações do g1 e CNN






