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    Dia da Dança: como o Bolshoi e outras escolas de Joinville se adaptaram as aulas à distância

    Com o decreto do isolamento social, estudantes estão aprendendo coreografias e fazendo exercícios em casa

    29/04/2020 - 15h24 - Atualizada em: 30/04/2020 - 06h44

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra aluna dançando em frente a carro com professora na imagem ao lado dentro do estúdio
    No Studio S, aulas ocorrem de forma virtual desde março
    (Foto: )

    Bailarino não pode ficar parado, e essa não é apenas uma constatação do comportamento de quem é apaixonado por dança. Estudantes e profissionais dessa arte precisam manter os ensaios e aulas para não perder a forma física, especialmente quando têm objetivos como montar coreografias premiadas e alcançar o diploma para alçar carreira internacional. Na Capital Nacional da Dança, 29 de abril geralmente é dia de festa: é o Dia Mundial da Dança e em todos os anos há uma programação intensa neste dia.

    Com o decreto de isolamento social e o fechamento de todas as escolas e cursos desde 19 de março, instituições como a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil estão usando a tecnologia para manter seus alunos em atividades. Nesta quarta-feira, o Bolshoi está promovendo uma maratona de aulas online com coreógrafos e ex-alunos que atualmente tem uma carreira de sucesso.

    No Bolshoi, os alunos estão em férias coletivas, com previsão de retomar o calendário de aulas em 1 de junho. Mesmo assim, os alunos receberam um material de manutenção para realizarem em casa neste período. Em vídeo, os professores enviaram aulas de dança clássica e exercícios de ginástica para que os estudantes continuem treinando em casa. Eles também receberam tarefas teóricas para manterem os estudos.

    — No dia 6 de maio, vamos renovar este material com novas aulas práticas gravadas. Não são aulas normais, são mais simples porque visam a manutenção da técnica e do físico. Nesta retomada, o objetivo é tornar as aulas teóricas online — explica o professor Maikon Golini.

    Na escola Studio S, que oferece aulas de dança irlandesa, sapateado americano, balé e jazz, as aulas não pararam. Na semana seguinte ao decreto, as professoras já começaram a enviar o conteúdo em vídeo e até mantém a programação de ensaios das novas coreografias.

    — As professoras disponibilizaram as músicas das apresentações para os alunos e mandam trechos das sequências para eles aprendam em casa. Depois, os alunos enviam seus próprios vídeo para que as professoras possam corrigir os passos — conta a diretora da escola, Sabrina Carvalho.

    Para ela, a continuidade das aulas ajuda não só a manter a condição física dos alunos — que haviam retornado das férias de verão há pouco mais de um mês — mas também garante o equilíbrio emocional.

    — É um momento em que não podemos encontrar as pessoas, e isso também impacta para os alunos. Por isso, elogiamos muito os trabalhos deles, porque este estímulo também faz parte do processo — afirma ela.

    O professor Alisson Pereira, que tem em sua escola equipes que participam de festivais e competições nacionais e internacionais, também não parou. Ele tem usado a tecnologia para fazer ensaios "ao vivo", além de enviar as aulas e coreografias por vídeo.

    — A maioria dos festivais foram prorrogados, até o Hip Hop Dance Championship, nos Estados Unidos, que foi adiado para o ano que vem. Mas continuamos com os ensaios, pelo aplicativo ao vivo, que assim conseguimos ver os alunos e corrigir na hora — explica ele.

    O estúdio de dança, que oferece aulas de danças urbanas, jazz, dança do ventre e dança de salão, está promovendo também aulas ao vivo abertas e gratuitas todas as semanas. Com a flexibilização das atividades, algumas modalidades já começaram a retornas com poucos alunos em sala.

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