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    Diretor-geral da PF escolhe novo superintendente do Rio, fora da lista de Bolsonaro 

    Houve pressão interna para que o nome do novo superintendente não tivesse ligação com a família do presidente

    06/05/2020 - 10h33 - Atualizada em: 06/05/2020 - 10h37

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    Folhapress
    Por Folhapress
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    Rolando de Souza definiu o delegado Tácio Muzzi como novo superintendente do Rio de Janeiro
    (Foto: )

    CAMILLA MATTOSO - SÃO PAULO

    O diretor-geral da Polícia Federal, Rolando de Souza, definiu na noite desta terça-feira (5) o delegado Tácio Muzzi como novo superintendente do Rio de Janeiro. O nome do policial não estava entre indicados de Jair Bolsonaro.

    Houve pressão interna para que o nome do novo superintendente não tivesse ligação com a família do presidente e que fosse de um delegado respeitado internamente, na tentativa de afastar suspeitas.

    A escolha teve o aval do ainda atual chefe do órgão no estado, Carlos Henrique Oliveira, que foi promovido a número dois da PF em situação que gerou desconfiança.

    Muzzi ficou de superintendente interino no ano passado por cinco meses após explodir a crise em agosto, quando o presidente da República pediu, pela primeira vez, a troca da chefia no Rio.

    Na época, ele era o braço-direito de Ricardo Saadi, que deixou o cargo depois de Bolsonaro anunciar sua demissão em uma das entrevistas matinais no Palácio da Alvorada.

    A troca da chefia no estado nesta segunda (4), revelada pelo Painel, foi um dos primeiros atos do novo diretor-geral e levou a mais um capítulo de crise no órgão.

    Em depoimento no último sábado (2), Sergio Moro relatou pressão de Bolsonaro para mudanças na cúpula da PF e na superintendência do Rio.​

    O presidente havia sugerido nomes ao ex-ministro, Muzzi não estava entre eles. Rolando está com sua diretoria definida.

    O novo chefe do Rio tem no currículo investigações consideradas importantes, como a que terminou na prisão do deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil do Rio Álvaro Lins. Durante a Lava Jato, ele chefiava a equipe de combate à corrupção.

    Fora da PF, o delegado foi diretor do Depen (Departamento de Penitenciária Nacional) e diretor-adjunto do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional).

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