Marina Sena é hoje uma das maiores artistas do cenário pop brasileiro, e por isso, ela é um dos nomes que se apresentam no Atlântida Celebration deste ano. Mas, uma das principais músicas da carreira da artista, o hit Por Supuesto, quase não foi lançado. A artista, que é uma das mais ouvidas nas plataformas de streaming, teve uma carreira que começou na música indie.
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Em 2021, Por Supuesto quase foi descartada durante a seleção de faixas do álbum De Primeira, o primeiro solo da artista. Foi o produtor Iuri Rio Branco quem insistiu na permanência da faixa, que chegou ao topo das músicas mais ouvidas no Brasil, virou fenômeno nas redes sociais e foi parar até na Times Square, em Nova York.
A história da cantora começou muito antes disso, em uma pequena cidade no interior de Minas Gerais. Quando entrou na música, Marina achava a própria voz muito estranha para continuar a carreira. Hoje, é essa singularidade que atrai uma legião de fãs.
Início da história dos palcos no projeto A Outra Banda da Lua
Marina de Oliveira Sena nasceu em 26 de setembro de 1996, em Taiobeiras, município no norte de Minas Gerais. Sempre interessada no universo artístico, era insegura com a própria voz, que tem características únicas. Foi apenas quando ela ouviu as lavadeiras do Jequitinhonha, guardiãs de antigas canções do interior mineiro, que se inspirou para mudar essa percepção, já que elas eram autênticas e confiantes.
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Em 2015, com 19 anos, a cantora se mudou para Montes Claros, a quinta maior cidade de Minas Gerais. Na época, ela entrou para a Outra Banda da Lua, o primeiro projeto dela como vocalista. Foi ali que Marina iniciou a carreira, com shows por cidades de Minas Gerais, composições e lançamentos. A banda, que tinha sonoridades do MPB, pop, rock rural e psicodelia tropical, foi escola para a cantora.
O salto para a música indie
Em 2019, Marina formou o Rosa Neon ao lado dos músicos Baka, Mariana Cavanellas, Luiz Gabriel Lopes e Marcelo Tofani. O grupo emplacou sucessos na cena indie brasileira, com destaque para “Ombrim”, que viralizou e apresentou a voz da cantora a um público maior. Era um projeto de pop com personalidade, e Marina era o centro gravitacional dele, mas a carreira solo já estava nos planos.
Em 2020, o Rosa Neon anunciou o encerramento das atividades. Marina havia percebido que não conseguiria se dividir em três frentes criativas ao mesmo tempo, e a carreira solo pedia prioridade.
Início da carreira solo em 2021
Em janeiro de 2021, Marina lançou “Me Toca”, o primeiro single solo, em parceria com Iuri Rio Branco, produtor com quem construiria toda a identidade sonora daquela fase. Em agosto, chegou De Primeira, álbum de estreia da cantora que misturava pop, samba, axé, dancehall, reggae e MPB em uma combinação nova.
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O disco trouxe “Voltei Pra Mim” e, mais tarde, “Por Supuesto”, que havia sido composta antes do álbum e quase ficou de fora. A faixa viralizou no TikTok antes mesmo de ser lançada oficialmente como single, impulsionada por uma versão do jovem cantor e violonista Lucas Mamede.
Quando chegou às plataformas, em novembro de 2021, já era um fenômeno: chegou ao primeiro lugar da parada Viral Global do Spotify, tornou Marina a única brasileira no Top 10 global e entrou para a trilha sonora da série As Five, do Globoplay.
Em seguida, Marina foi escolhida como artista do programa Radar do Spotify e se tornou um dos nomes da América Latina pelo YouTube Foundry. Com isso, o álbum da artista foi anunciado no metrô de São Paulo e na Times Square, em Nova York.
No Prêmio Multishow 2021, Marina levou três troféus e foi a recordista de vitórias da noite. O álbum ainda rendeu indicações ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro e Melhor Canção Brasileira.
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Segunda fase da artista trouxe uma pegada eletrônica
Em fevereiro de 2023, Marina assinou com a Sony Music Brasil. Em abril, lançou Vício Inerente, segundo álbum de estúdio, com uma sonoridade mais eletrônica e intensa. Ainda com a produção de Iuri Rio Branco, o disco trouxe os hits “Tudo Pra Amar Você”, “Olho no Gato” e “Que Tal”, em parceria com o rapper paulistano Fleezus. No segundo álbum, Marina trouxe uma expansão de linguagem que mostrou que ela não queria seguir fórmulas.
Em 2024,a cantora participou do álbum Astro, de Pedro Sampaio, na faixa “Escada do Prédio”, que se tornou hit após viralizar no TikTok e no Instagram. Ao longo da carreira, ela também já colaborou com grandes artistas, como Anitta, Seu Jorge e Gal Costa. Em 2025, ela também lançou o álbum Coisas Naturais, que foi sucesso entre os fãs
Marina leva energia e brasilidade ao Atlântida Celebration 2026
Marina Sena chega ao Atlântida Celebration 2026 num dos melhores momentos da carreira, com três álbuns e uma base de fãs construída ao longo de quase dez anos de carreira. A presença de palco da cantora também é única, já que resgata características de diferentes inspirações da música brasileira.
Ela divide o lineup com Jota Quest, Vitor Kley, Lagum e Dazaranha, cinco atrações que, juntas, formam um dos lineups mais eclético e completo já reunidos em um festival catarinense.
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O Atlântida Celebration 2026 acontece no dia 4 de julho, na Arena Opus, em São José, na Grande Florianópolis, com estrutura imersiva, ativações de marcas e experiências exclusivas ao público.
O Atlântida Celebration é apresentado por Scire Empreendimentos, tem o patrocínio de O Boticário, Unisul e Sicoob e apoio do Shopping Itaguaçu. O festival é uma realização da Opus Entretenimento em parceria com a Rádio Atlântida.

