O USS Gerald R. Ford (CVN-78), considerado o porta-aviões mais moderno do mundo, representa um salto tecnológico na capacidade militar naval dos Estados Unidos. A embarcação foi o primeiro navio da nova classe Ford, criada para substituir gradualmente os tradicionais porta-aviões da classe Nimitz e ampliar o poder de projeção da Marinha dos Estados Unidos.
Continua depois da publicidade
Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald R. Ford, o navio foi incorporado oficialmente à frota em 2017 e reúne sistemas inéditos de lançamento de aeronaves, automação avançada e maior eficiência operacional. Na última sexta-feira (6), a embarcação de guerra entrou no Mar Vermelho após atravessar o Canal de Suez pela primeira vez, segundo a Forbes.
Do que o Gerald R. Ford é capaz?
Como missão do navio, a Marinha afirma que o Gerald R. Ford possui o “combate mais capaz, adaptável e letal do mundo, mantendo a capacidade da Marinha de projetar poder em escala global por meio de operações sustentadas no mar”.
Com 332 metros de comprimento e 100 mil toneladas, o superporta-aviões funciona como uma base aérea flutuante. A embarcação pode transportar mais de 75 aeronaves, entre caças, helicópteros e aviões de vigilância, capazes de realizar missões de ataque, defesa aérea, reconhecimento e apoio logístico em qualquer parte do planeta.
Continua depois da publicidade
O navio incorpora 23 novas tecnologias. Entre os avanços estão um novo sistema de propulsão, planta elétrica e o Sistema Eletromagnético de Lançamento de Aeronaves (EMALS).
O EMALS é um sistema eletromagnético que aprimora as tradicionais catapultas a vapor usadas em navios mais antigos. A tecnologia permite lançar aeronaves de forma mais precisa, rápida e com menor desgaste estrutural, utilizando energia cinética armazenada e conversão de energia elétrica em estado sólido, com alto grau de controle, monitoramento e automação por computador.
O navio também utiliza o AAG (Advanced Arresting Gear), equipamento de frenagem mais moderno para a recuperação das aeronaves que pousam no convés. “O AAG é um sistema modular e integrado composto por absorvedores de energia, equipamentos de condicionamento de energia e controles digitais, projetado como sucessor do sistema de frenagem Mark-7 (Mk-7)”, explica a Marinha.
Continua depois da publicidade
Além de seu tamanho e poder militar, o navio foi projetado para aumentar o ritmo das operações aéreas. Segundo a Marinha dos Estados Unidos, a nova classe pode realizar até 30% mais missões aéreas por dia em relação aos modelos anteriores.






