Neste 1º de julho de 2024, completam-se 30 anos do Plano Real no Brasil. O modelo econômico ficou marcado por controlar a hiperinflação do país e devolver o poder de comprar à população. Porém, antes do Plano Real ser implementado, o Brasil teve mais de 25 tipos diferentes de dinheiro, incluindo Zimbro no século XVI, Florim no século XVII e Dobrão no século XVIII. Continue a leitura e confira a linha do tempo completa do dinheiro no Brasil.

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Linha do tempo do dinheiro no Brasil

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*Arte: Ben Ami Scopinho, NSC Total.

Século 16 – Zimbro

O pau-brasil, tecido de algodão, açúcar, fumo e o zimbo (tipo de concha) foram utilizados como elemento de troca entre nativos e europeus. Essas “moedas” continuaram sendo usadas após o início da circulação das moedas metálicas.

1950 – Moedas de diversas nacionalidades

Começaram a circular moedas trazidas pelos portugueses e outros viajantes. O fluxo de moedas de prata espanholas aumentaram significativamente com a união das coroas de Portugal e Espanha.

1630 a 1654 – Florim e soldo

Com a permanência dos holandeses no Nordeste entre 1630 e 1654, foram cunhadas as primeiras moedas no Brasil, chamadas soldos e florins – nestas últimas, a palavra “Brasil” aparecia no reverso.

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1642 – Moedas carimbadas

Em 1642, o rei de Portugal, Dom João IV, mandou carimbar as moedas portuguesas e espanholas, o que aumentou seu valor.

1694 – Moedas Provinciais

Em 1694, o governo português criou na Bahia a primeira Casa da Moeda, sendo que todas as moedas da Colônia seriam transformadas em moedas provinciais. A Casa da Moeda foi transferida em diversas ocasiões, estabelecendo-se também no Rio de Janeiro e Pernambuco.

1695 – Pataca

Circularam por 139 anos, de 1695 a 1834. Eram moedas de prata nos valores de 20, 40, 80, 160, 320 e 640 réis. O valor de 320 réis chamou-se pataca e batizou a série

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1724 – Dobrão

No apogeu do ciclo do ouro foram cunhados dobrões de ouro nos valores de 400, 1.000, 2.000, 4.000, 10.000 e 20.000 réis, este último com 53,78 gramas, figurando entre as moedas de ouro mais pesadas do mundo.

1727 – Cara e Coroa

Em 1727, surge a imagem do rei em uma das faces da moeda e as armas da Coroa Portuguesa na outra. Chamados de escudos, deram início à expressão “cara ou coroa”.

Ciclo do Ouro – Réis série “J”

Foram cunhadas moedas em prata de 600, 300, 150 e 75 réis visando facilitar o comércio na região das minas. Como os valores eram próximos aos das patacas, nas novas moedas foi gravado o “J”, inicial do nome do rei D. José.

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1777 – D. Maria I

Nas moedas em ouro de 1777 a 1786, a rainha apareceu retratada ao lado do marido D. Pedro III. Após a morte do rei, foi representada portando véu de viúva e, terminado o luto, apareceu com um toucado com fitas e joias.

1810 – Banco do Brasil

O ciclo do outro em decadência e a implantação da administração no Rio de Janeiro obrigaram D. João a criar o Banco do Brasil em 1808, que foi o primeiro banco da América do Sul. Depois de dois anos foram emitidos os primeiros bilhetes, precursores das cédulas atuais.

1815 – Moedas Comemorativas

Para comemorar a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido, em 1815 foram cunhadas moedas especiais em ouro, prata e cobre com a legenda “Joannes. D. G. Port. Bras. Et. Alg. P. Reg.”, que significa “João, por graça de Deus, Príncipe Regente de Portugal, Brasil e Algarves” .

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1822 – Peça da Coroação

Em comemoração à coroação de D. Pedro I como Imperador do Brasil em 1822, foram cunhadas as “Peças da Coroação”, moedas de 6.400 réis em ouro que não caíram nas graças do novo imperador. Assim, as 64 moedas se tornaram as mais valiosas da coleção brasileira.

1832 – D. Pedro II

A efígie do rei apareceu nas moedas cunhadas durante os quase 60 anos do reinado, registrando as várias fases de sua vida.

Brasil Independente – Réis

Logo após a independência, as moedas de ouro e prata tiveram as Armas de Portugal substituídas pelas do Império, acrescentando ainda “In hoc signo vinces”, frase que significa “Com este sinal vencerás”

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1834 – Cruzado

Em 1834, a Casa da Moeda cunhou uma série de moedas em prata para substituir as patacas. O valor de 400 réis deu nome à série, o cruzado.

1835 – Made in England

Com o Tesouro Nacional assumindo o monopólio das emissões, novas cédulas passaram a ser produzidas na Inglaterra para substituir as notas do Banco do Brasil e as cédulas para o troco do cobre. Mais modernas, possuíam características para dificultar a falsificação.

1854 – Branco do Brasil 2

Na condição de único emissor, iniciou as atividades em 1854 através da fusão do Banco do Brasil com o Banco Comercial do Rio de Janeiro em 1857.

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1868 – Moedas de Bronze

Com a expansão do uso de cédulas, as moedas foram destinadas ao troco. Em 1868, o cobre deu lugar ao bronze e, após dois anos, surgiram as moedas de cuproníquel, metais mais resistentes ao uso cada vez mais frequente.

1889 – Réis

O Réis foi mantido após a Proclamação da República em 1889. As moedas de ouro e prata receberam gravação do brasão da República no lugar da imagem do imperador.

1896 – Tesouro Nacional

Em 1896, o Tesouro Nacional passou a ser novamente o único responsável pela emissão, sendo que as cédulas emitidas por outros bancos foram substituídas pelas do Tesouro Nacional.

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1900 – Série Comemorativa

Em 1900, por ocasião da data, a República liberou moedas comemorativas em prata nos valores de 400, 1.000, 2.000 e 4.000 réis.

1918 – Tostão

A partir de 1918 foram cunhadas uma série de moedas em cuproníquel para substituir cédulas de pequenos valores e moedas antigas, sendo que a moeda de 100 réis passou a ser chamada tostão.

1942 a 1967 – Cruzeiro

Em 1942, para uniformizar o dinheiro – havia 56 tipos diferentes de cédulas circulando no país – ocorreu a primeira mudança no padrão monetário no Brasil, com o Réis dando lugar ao Cruzeiro. Um cruzeiro correspondia a mil réis.

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1967 a 1970 – Cruzeiro Novo

A desvalorização do Cruzeiro levou à criação de um padrão para vigorar enquanto se preparasse as novas cédulas. As cédulas do Cruzeiro Novo foram aproveitadas do Cruzeiro. Mil cruzeiros correspondiam a um cruzeiro novo.

1970 a 1986 – Cruzeiro

A moeda voltou a se chamar Cruzeiro, mantendo a paridade com o Cruzeiro Novo. Um cruzeiro novo correspondia a um cruzeiro.

1986 a 1989 – Cruzado

A inflação galopante dos anos 1980 exigiu um novo padrão monetário, o Cruzado. Grande parte das cédulas do Cruzado foi aproveitada do Cruzeiro, com carimbos ou legendas adaptadas. Um cruzado equivalia a mil cruzeiros.

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1989 a 1990 – Cruzado Novo

O Cruzado Novo era equivalente a mil cruzados. O três últimos valores emitidos em cruzados receberam carimbos em cruzados novos para, posteriormente, serem liberadas as cédulas do novo padrão.

1990 a 1993 – Cruzeiro

O Cruzeiro retorna, com unidade equivalente a um cruzado novo. Circularam cédulas carimbadas e legendas adaptadas até a liberação das cédulas do padrão.

1993 a 1994 – Cruzeiro Real

O Cruzeiro Real tinha unidade era equivalente a mil cruzeiros. Aproveitou-se as cédulas do cruzeiro e emitidas novas cédulas.

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1994 – Real

Em 1º de julho de 1994 foi instituído o Real, cuja unidade equivalia a CR$ 2.750,00. Sem corte de zeros ou cédulas carimbadas, o Banco Central substituiu todo o dinheiro em circulação no país.

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