A atriz Erin Moriarty, Rebecca Anne “Annie” Campbell, a Luz-Estrela na série The Boys, revelou que a gravação da quinta temporada foi mais desafiadora por ter precisado lidar com a Doença de Graves. O diagnóstico da doença, um tipo de hipertireoidismo autoimune, foi recebido quando a atriz participava das gravações e, segundo ela, “era uma questão de sobreviver a cada dia”.
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Conforme a Rede Rede D’Or, a Doença de Graves deixa a tireoide acelerada, causando sintomas como perda de peso, palpitações, tremores e calor excessivo.
“Gostaria de ter usado isso para intensificar ou me identificar com o cansaço dela, mas, para ser honesta, eu estava no set de filmagem todos os dias lutando muito para conseguir lidar com tudo. Tive muita sorte de estar cercada por um elenco e equipe que me apoiaram muito”, afirmou Erin Motiarty em entrevista ao The Hollywood Reporter.
A atriz contou para o site norte-americano que foi “muito assustador” e que isso demonstra o quão impactantes essas doenças autoimunes podem ser.
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Sintomas da Doença de Graves, que afeta Erin Moriarty
Entre os sintomas da doença autoimune que afeta a atriz de The Boys está agitação constante, cansaço extremo e ciclo menstrual irregular, de acordo com a Rede D’Or. Confira os principais sintomas da doença de Graves são:
- Agitação constante e nervosismo;
- Tremores nas mãos e irritabilidade;
- Intolerância ao calor, suor excessivo e pele mais quente e úmida;
- Perda de peso, mesmo comendo mais que o normal;
- Cansaço extremo e fraqueza nos músculos;
- Coração acelerado ou batendo forte, com sensação de palpitações;
- Aumento da frequência de evacuações ou diarreia;
- Olhos saltados, vermelhos ou com sensação de areia;
- Ciclo menstrual irregular, mais curto, mais longo ou ausente, em mulheres;
- Inchaço no pescoço (bócio), devido ao aumento da tireoide.
Sinais de alerta e diagnóstico
Além do emagrecimento e da agitação, a doença pode se manifestar de formas raras, como a dermopatia de Graves (espessamento da pele das pernas) e a oftalmopatia, que causa inflamação nos tecidos ao redor dos olhos. Em idosos, a condição pode ser “silenciosa”, apresentando apenas apatia e fraqueza, o que retarda o diagnóstico.
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Para confirmar o quadro, endocrinologistas utilizam um protocolo que inclui:
- Exames de sangue: Dosagem de TSH, T4 livre e anticorpos específicos (TRAb).
- Imagem: Ultrassonografia com Doppler para avaliar o fluxo sanguíneo na glândula.
- Cintilografia: Uso de iodo radioativo para medir a atividade da tireoide.
Riscos e gravidez
A doença é mais prevalente em mulheres e a gestação com Graves não tratada eleva os riscos de pré-eclâmpsia e parto prematuro. No entanto, com acompanhamento conjunto entre endocrinologista e obstetra, é possível garantir uma gravidez segura.
O maior perigo é ligado à tempestade tireoidiana, onde a liberação extrema de hormônios causa febre alta e confusão mental, colocando a vida em risco.
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Tratamento de doença de Graves que afeta Erin Moriarty
A medicina oferece três frentes principais de controle:
- Medicamentos: Antitireoidianos para frear a glândula e betabloqueadores para os sintomas cardíacos.
- Iodo radioativo: Uma terapia que destrói as células hiperativas de forma não invasiva.
- Cirurgia (Tireoidectomia): Indicada para casos de bócio volumoso ou quando outras terapias falham.
Embora não exista uma cura que impeça o corpo de produzir os anticorpos, o controle rigoroso permite que o paciente leve uma vida normal. O tabagismo é o principal fator de risco evitável, pois agrava drasticamente os danos da doença.
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