Dona da Brastemp, Consul e KitchenAid, a multinacional Whirlpool anunciou neste mês o fechamento de uma de suas fábricas no México. A previsão é que a desativação ocorra gradualmente e que esteja totalmente concluída até o segundo trimestre de 2027. Por isso, foram tomadas medidas de reestruturação. Mas, o que essa ação pode impactar no consumo brasileiro?

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Ainda que a Whirlpool tenha operações em países como Estados Unidos, México e Índia, é em Joinville, no Norte de Santa Catarina, que fica a maior fábrica de refrigeradores da companhia. A empresa produz uma diversa gama de produtos na unidade. 

Veja fotos da produção de geladeiras da Whirlpool, dona da Brastemp e Consul

Em Joinville, a unidade fica localizada na Rua Dona Francisca e tem 90% de sua mão de obra dedicada à fabricação de refrigeradores frost free, aparelhos com tecnologia que impede o acúmulo de gelo. Ainda, a planta produz todo o tipo de produtos de refrigeração, como frigobar, freezer e cervejeira.

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Os produtos demoram em média duas horas para serem produzidos. Porém, um item mais complexo pode levar até quatro horas para passar por toda a linha de produção. De acordo com a companhia, 90% das peças que compõem os produtos da Whirlpool são feitas internamente.

Empresa dona da Brastemp e Consul vai redistribuir a produção da unidade fechada

Segundo o anúncio da empresa, a produção da unidade será redistribuída e transferida para a fábrica mexicana em Ramos Arizpe. Além disso, os trabalhos poderão ainda ser destinados para outras instalações da rede de manufatura e cadeia de suprimentos da marca

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A companhia estima que a reestruturação vai resultar em custos de até 165 milhões de dólares. Desse total, cerca de 95 milhões de dólares correspondem à desvalorização contábil de ativos (impairment), enquanto 30 milhões de dólares estão relacionados a despesas com pessoal e 40 milhões de dólares a outros custos associados à implementação das medidas.