Duas mulheres travam uma disputa judicial pela herança bilionária de Anita Harley, herdeira de um império do varejo brasileiro, as Casas Pernambucanas. O caso virou a série documental O Testamento – O Segredo de Anita Harley, que investiga o destino de uma das maiores fortunas do Brasil, e expõe as vozes de Cristiane Lavanini e Glória Brasil, duas mulheres que afirmam ter se relacionado com a empresária.
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Dona de uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, Anita Harley está em coma há quase 10 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) em novembro de 2016. Atualmente, ela encontra-se em um leito de UTI, em um estado descrito pela diretora do documentário, Camila Appel, como um “grande pesadelo”:
“A Anita se encontra num estado que é um grande pesadelo para todos nós, que é um estado em que você é considerado vivo. Clinicamente vivo, né. Mas não pode responder nem tomar decisões.”
Quem são as duas mulheres que dizem ter se relacionado com Anita Harley
Um dos principais nomes no processo é Sônia Soares, conhecida como Suzuki. Pouco depois da internação de Anita, ela ingressou na Justiça alegando ter vivido uma união estável com a empresária por 36 anos. A relação foi reconhecida judicialmente.
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As duas moravam em uma mansão na Aclimação, bairro nobre de São Paulo. O imóvel, com 96 cômodos e 37 banheiros, é avaliado em cerca de R$ 50 milhões e teria sido transferido para Suzuki antes do AVC de Anita.
A versão, porém, é contestada por Cristine Rodrigues, outra parte envolvida no processo. Ex-funcionária de confiança da empresária, ela também busca o reconhecimento judicial como companheira, afirmando que mantinha uma relação afetiva com Anita e questionando a legitimidade da união apresentada por Sônia.
Outro nome que aparece na disputa é Artur Miceli. Por ser filho biológico de Suzuki, a Justiça entendeu que ele deve ser reconhecido como herdeiro socioafetivo de Anita Harley. Ele afirma que sempre foi tratado como membro da família.
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Cristine, no entanto, sustenta que não existia vínculo familiar entre os dois e argumenta que Anita era conhecida por sua generosidade com funcionários e pessoas próximas.
Enquanto o processo segue sem desfecho definitivo, o futuro do Grupo Pernambucanas permanece indefinido.
*Sob supervisão de Pablo Brito
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