Uma nova tecnologia está auxiliando a Guarda Municipal a vigiar de forma mais rigorosa o trânsito de Florianópolis. Trata-se dos drones com câmera térmica, que conseguem, entre outras atribuições, identificar os famosos “fujões” de blitz nas estradas da capital catarinense, por meio da temperatura corporal dos motoristas.
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Conforme a prefeitura, são dois drones com câmeras térmicas que estão em operação há cerca de duas semanas. Por causa do pouco tempo de uso, a Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública explicou que ainda não há um banco de dados com os resultados ligados ao uso dos instrumentos.
Como funciona o drone com câmera térmica
Uma câmera de visão térmica também é chamada de termográfica e trabalha com a radiação infravermelha emitida pelo calor dos objetos. No caso da câmera térmica utilizada pela Guarda Municipal, o equipamento enxerga o calor emitido pelo corpo humano, com as temperaturas convertidas em mapas de calor.
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Dessa forma, as cores representam diferentes níveis de calor. As fontes são identificadas com uma precisão milimétrica, com o operador do equipamento podendo escolher diferentes escalas de cores para a visualização, como as paletas térmicas coloridas utilizadas pela guarnição municipal nas fiscalizações.
Em imagens divulgadas pela Guarda Municipal durante uma fiscalização com o uso dos drones, é possível ver o teto dos veículos na cor rosa, que mostra áreas com calor moderado a alto, enquanto o asfalto fica em tons de azul, que significa baixas temperaturas ou áreas com menor emissão de calor. Se alguém se mexe dentro dos veículos, também é possível observar a movimentação, que origina as possíveis autuações.
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Entenda como funciona em imagens
O que os drones conseguem identificar
O equipamento com câmera térmica consegue identificar situações que se enquadram em infrações de trânsito por tentarem burlar a fiscalização. Dessa forma, os drones verifica, por exemplo, possíveis trocas de condutores durante aproximação de blitz, animais sendo carregados de maneira irregular, movimentações fora do padrão ou eventuais tentativas de fuga. Isso porque o equipamento consegue ver além da estrutura do carro, como se fizesse um “raio-x” do veículo.
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Por enquanto, segundo a Guarda Municipal, nenhuma prisão foi feita relacionada ao uso do equipamento, que permite a identificação comportamental principalmente em fiscalizações noturnas. Para a secretária de Segurança e Ordem Pública, Maryanne Mattos, a tecnologia fortalece a segurança pública de Florianópolis.
— Os drones com câmera térmica, em especial, vão facilitar a identificação de qualquer movimentação anormal na cidade e no trânsito, o que agiliza o tempo de resposta das guarnições. Isso significa mais assertividade na atuação da nossa guarda e otimização do recurso humano — destacou.
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Veja o vídeo
Operação com uso da tecnologia fiscalizou 123 motoristas
Apesar de não terem sido registradas prisões, na última semana a Guarda Municipal utilizou um dos drones durante uma blitz da Lei Seca para monitorar motoristas que possivelmente pudessem estar dirigindo sob o efeito de bebidas alcóolicas. Ao todo, 123 condutores foram fiscalizados, com oito deles sendo autuados por se recusarem a realizar o teste do bafômetro, que mede a concentração de álcool no organismo por meio do ar exalado dos pulmões.
Essas e outras fiscalizações vêm sendo feitas na cidade com o objetivo de retirar “de circulação condutores infratores que insistem na prática de misturar álcool e direção”. Dirigir sob efeito de álcool é considerada uma infração gravíssima prevista no artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A legislação prevê penalidades como multa de R$ 2.934,70 e a suspensão do direito de dirigir por 12 meses. A CNH também pode ser recolhida, assim como o veículo.
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Se o motorista se recusar a fazer o teste do bafômetro, como aconteceu na fiscalização recente da Guarda Municipal, ele sofre as mesmas penalidades administrativas aplicadas a quem é flagrado dirigindo sob efeito de álcool. Além disso, ele também pode ser autuado por embriaguez se os agentes constatarem sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora, como fala desconexa, dificuldade de equilíbrio, odor de álcool, agressividade ou desorientação.





