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    Após quase quatro anos

    Duas pessoas são presas suspeitas de estuprar e matar menina de 12 anos em Rio do Sul

    Crime ocorreu em março de 2016, mas estava até agora sem nenhum suspeito identificado ou preso 

    11/02/2020 - 18h20 - Atualizada em: 11/02/2020 - 19h24

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    Por Jean Laurindo
    Família guarda fotos da menina assassinada em 2016; suspeitos foram presos esta semana
    Família guarda fotos da menina assassinada em 2016; suspeitos foram presos esta semana
    (Foto: )

    O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) prendeu dois suspeitos do assassinato da menina Ana Beatriz Schelter, morta em março de 2016, em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí.

    O primeiro suspeito foi preso na segunda-feira (10), em Florianópolis. O segundo suspeito do crime foi detido na manhã desta terça-feira (11), em Rio do Sul. Policiais também cumpriram um mandado de busca e apreensão. O caso completa quatro anos no próximo mês, mas até o momento não havia tido nenhum suspeito preso.

    A identidade dos suspeitos presos não foi informada, segundo o Gaeco para não atrapalhar o andamento das investigações. Eles ainda não prestaram depoimento. As prisões são temporárias por 30 dias, mas podem ser renovadas por mais 30 dias.

    O promotor Carlos Eduardo Cunha, coordenador do Gaeco de Blumenau, explica que o grupo auxiliou a 3ª Promotoria de Justiça de Rio do Sul na busca pela solução do caso a partir de novembro de 2019.

    Detalhes sobre a prisão dos dois suspeitos e os próximos passos da investigação foram divulgados em uma entrevista coletiva no fim da tarde desta terça.

    Promotor Carlos Eduardo Cunha, coordenador do Gaeco de Blumenau, deu detalhes das prisões em entrevista coletiva
    Promotor Carlos Eduardo Cunha, coordenador do Gaeco de Blumenau, deu detalhes das prisões em entrevista coletiva
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    O caso

    A menina de 12 anos desapareceu quando ia para a escola, no início da tarde de uma quarta-feira. A última vez que ela foi vista foi às margens da BR-470, no caminho que ela fazia todo dia para ir à aula.

    Na manhã seguinte, o corpo de Ana Beatriz foi encontrado em um contêiner dentro do terreno de uma empresa, com sinais de violência sexual. Uma corda no pescoço tentou simular uma situação de suicídio. Na época, exames apontaram que a menina teria sido morta menos de uma hora depois de desaparecer. O caso seguia sem nenhum suspeito preso até esta semana. (Colaborou Thiago Toscani, da NSC TV Blumenau)

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