Perder alguém importante e que ama, não mexe só com o coração. A ciência mostra que o luto pode impactar diretamente o cérebro, alterando a memória, o sono e até a forma como a gente lida com o dia a dia. Entenda por que esse processo é tão intenso e o que acontece na mente nesse momento difícil.
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Isso significa que o cérebro entra em um estado de alerta e estresse. O corpo reage como se estivesse lidando com uma ameaça constante, o que pode aumentar a ansiedade e dificultar tarefas simples do cotidiano.
Especialistas explicam que o luto não é uma doença, mas um processo natural de adaptação. Ainda assim, quando os sintomas persistem por muito tempo ou começam a atrapalhar a vida de forma intensa, é importante buscar ajuda profissional.

Impactos do luto na saúde
Um dos impactos mais comuns aparece na memória. Pessoas que estão de luto podem ter lapsos frequentes, esquecer compromissos ou sentir dificuldade para se concentrar. Isso acontece porque o cérebro ainda está meio “perdido”, processando a perda, reduzindo a capacidade de foco e organização.
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O sono também costuma ser influenciado e afetado, a mente agitada, cheia de pensamentos e emoções, dificulta o descanso profundo. E dormir mal piora ainda mais o cenário, já que é durante o sono que o cérebro consolida memórias e se recupera.
Além disso, o luto de certa forma também bagunça o bem-estar. Alteração no humor, cansaço constante e sensação de vazio são comuns nesse período. Na maioria dos casos, há um desequilíbrio nas áreas cerebrais ligadas à recompensa e ao prazer, o que faz com que algumas atividades percam o sentido.
Qual a melhor forma de sair dessa?
O primeiro passo é não se isolar completamente. Mesmo quando a vontade é ficar sozinho, manter contato com as pessoas, como responder uma mensagem ou aceitar um convite simples, já ajuda o cérebro a tentar se recuperar e voltar a se conectar com o mundo.
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De acordo com o psiquiatra Marcelo Heyde, dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, do Paraná, diz que o luto é normal e faz parte, na maioria das vezes, não precisa de acompanhamento, o suporte social faz diferença na forma como a pessoa atravessa esse período.
Por isso, uma rotina social pode ajudar bastante. Ter um compromisso fixo na semana de ver alguém ou participar de alguma atividade, traz uma sensação de continuidade e estabilidade. Isso ajuda o cérebro a sair do estado de desorganização causado pela perda e a recuperar um certo equilíbrio no dia a dia.
Por Henrique Moraes


