Ricardo Faria começou vendendo picolé na praia. Décadas depois, o catarinense comanda uma empresa avaliada em cerca de R$ 42 bilhões em março de 2026 e passou a figurar entre os nomes mais relevantes do agronegócio global, se aproximando de gigantes do setor alimentício, como a JBS, dona da Friboi.
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Conhecido no mercado como “Rei do Ovo”, Faria é o fundador da Granja Faria, com origem em Lauro Müller, no Sul de Santa Catarina, e o principal nome por trás da Global Eggs, multinacional que hoje disputa espaço com gigantes do setor de proteína.
A trajetória começou cedo. Ainda criança, decidiu trabalhar por conta própria durante as férias, vendendo picolés na praia, mesmo sem avisar os pais. O episódio virou símbolo de uma característica que ele costuma destacar: a busca por independência desde muito jovem.
Nascido no Rio de Janeiro, ele se mudou para Santa Catarina ainda na infância, acompanhando a família que passou a viver em Criciúma. Mais tarde, fez intercâmbio nos Estados Unidos e se formou em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Rei do ovo começou vendendo picolé e hoje comanda multinacional
Antes de consolidar o nome no setor de alimentos, Faria também acumulou experiências em outras áreas. Em 2017, vendeu por cerca de R$ 1,3 bilhão a Lavebras, rede de lavanderias industriais da qual era acionista majoritário. A negociação marcou uma virada na trajetória empresarial.
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No ano seguinte, criou a Global Eggs. A empresa cresceu com aquisições e expansão internacional e hoje reúne operações na América do Sul, Estados Unidos e Europa, com mais de 45 milhões de aves. A produção deve ultrapassar 15 bilhões de ovos em um único ano, segundo estimativas do próprio grupo.
Atualmente, Faria vive em São Paulo, de onde conduz a operação global. A última informação divulgada publicamente, em 2023, indica que os pais, agora aposentados, seguem em Criciúma, enquanto as duas irmãs continuam em Santa Catarina.








