O zumbido de abelhas está mudando a vida de agricultores no Quênia e na Tailândia. São cercas feitas de colmeias de abelhas que ajudam a impedir que elefantes destruam plantações, criando uma solução segura para humanos e animais selvagens.

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Essa é uma estratégia inovadora que reduz conflitos fatais e perdas financeiras em rotas migratórias. Além de proteger o campo, o sistema fortalece a biodiversidade local e oferece uma nova fonte de lucro para as famílias rurais.

Organizações como a Save the Elephants ajudam a implementar essas barreiras naturais. O método é simples, barato e utiliza o instinto de preservação dos próprios elefantes para manter a paz entre as espécies no campo.

Elefantes tem medos de abelhas por instinto

O método funciona se apoiando no instinto dos animais. Os elefantes possuem peles grossas, mas são vulneráveis em áreas como a tromba e os olhos. Por isso, eles evitam árvores com colmeias. E o que a ciência diz é que esses animais desenvolveram sons de alerta específicos contra abelhas.

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As cercas funcionam quando as caixas de abelhas, conectadas por fios, são ativadas pelo toque dos animais. Assim, o movimento faz as abelhas saírem das caixas. Isso afasta o elefante de forma imediata, mas sem causar nenhum tipo de dano físico para o animal. É só um susto!

Segurança não é o único benefício

O sistema é bem eficaz. O cálculo é de 86% de eficiência no Parque Nacional de Tsavo Oriental. Isso fez com que as comunidades do local transformasse a economia do lugar de forma integrada e sustentável.

O mel produzido por essas abelhas que afastam os animais é chamado de “mel de elefante”. E isso acabou virando uma renda extra para os pequenos produtores.

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Além disso, a polinização constante das abelhas melhora o rendimento das colheitas e ajuda a regenerar a vegetação nativa das regiões.

Desafios diante das mudanças climáticas

Apesar dos avanços, o sistema enfrenta ameaças como secas prolongadas e o uso excessivo de agrotóxicos. Tudo isso pode reduzir a floração e a atividade das abelhas, o que pode enfraquecer a barreira natural durante anos críticos.

Pesquisadores reforçam que as colmeias devem ser aliadas a outras medidas de monitoramento. Afinal, a coexistência entre o progresso humano e a conservação da fauna não precisa ser encarada como um campo de batalha violento.

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