Parceria inusitada entre insetos e gigantes da natureza transforma a convivência no campo (Foto: Reprodução)
O zumbido de abelhas está mudando a vida de agricultores no Quênia e na Tailândia. São cercas feitas de colmeias de abelhas que ajudam a impedir que elefantes destruam plantações, criando uma solução segura para humanos e animais selvagens.
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Essa é uma estratégia inovadora que reduz conflitos fatais e perdas financeiras em rotas migratórias. Além de proteger o campo, o sistema fortalece a biodiversidade local e oferece uma nova fonte de lucro para as famílias rurais.
Organizações como a Save the Elephants ajudam a implementar essas barreiras naturais. O método é simples, barato e utiliza o instinto de preservação dos próprios elefantes para manter a paz entre as espécies no campo.
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(Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Abundante em toda Santa Catarina (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Ocorre em toda Santa Catarina, embora em algumas regiões não seja abundante (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Entre as menores abelhas de Santa Catarina (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
É comum observar duas rainhas na mesma colônia (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Boas produtoras de própolis, liberam cheiro de limão quando manipuladas (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
A abelha e cera são mais avermelhadas que as demais espécies de Plebeias (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Presente em todo o Estado (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
É identificada pela entrada do ninho feita de barro e com abertura ampla que lembra a boca de um sapo (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
A única forma de diferenciar da Partamona Helleri é a entrada do ninho, que é feita com resina enegrecida (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Separada por uma placa de cerume, compartilha o espaço físico da colônia com formigas (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
A asa não cobre todo o abdômen (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Tem fácil identificação por conta do corpo delgado e o terceiro par de pernas alongado (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
O difícil manejo não a torna recomendável para criadores iniciantes (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
A espécie possui colônias subterrâneas (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Estão entre as menores abelhas do mundo. Coletam suor de pessoas e animais para obtenção de sal, e lambem a secreção ocular (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
É uma espécie pilhadora que não visita as flores, mas obtém recursos mediante ataque a outras colônias das mais diferentes espécies (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Também é uma espécie pilhadora que não visita as flores, mas obtém recursos mediante ataque a outras colônias das mais diferentes espécies (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
É considerada a espécie mais populosa entre as abelhas sem ferrão do Estado (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Ainda que não seja abundante, está presente em toda Santa Catarina (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
É a espécie do grupo das Scaptotrigonas mais abundante no Estado (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Em 2011 foram encontradas colônias naturais apenas nos municípios de Santa Rosa de Limae Águas Mornas (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Se caracteriza pelas bonitas cores e está presente em todas as regiões de Santa Catarina (Foto: Ben Ami Scopinho, NSC Total)
Elefantes tem medos de abelhas por instinto
O método funciona se apoiando no instinto dos animais. Os elefantes possuem peles grossas, mas são vulneráveis em áreas como a tromba e os olhos. Por isso, eles evitam árvores com colmeias. E o que a ciência diz é que esses animais desenvolveram sons de alerta específicos contra abelhas.
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As cercas funcionam quando as caixas de abelhas, conectadas por fios, são ativadas pelo toque dos animais. Assim, o movimento faz as abelhas saírem das caixas. Isso afasta o elefante de forma imediata, mas sem causar nenhum tipo de dano físico para o animal. É só um susto!
Segurança não é o único benefício
O sistema é bem eficaz. O cálculo é de 86% de eficiência no Parque Nacional de Tsavo Oriental. Isso fez com que as comunidades do local transformasse a economia do lugar de forma integrada e sustentável.
O mel produzido por essas abelhas que afastam os animais é chamado de “mel de elefante”. E isso acabou virando uma renda extra para os pequenos produtores.
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Além disso, a polinização constante das abelhas melhora o rendimento das colheitas e ajuda a regenerar a vegetação nativa das regiões.
Desafios diante das mudanças climáticas
Apesar dos avanços, o sistema enfrenta ameaças como secas prolongadas e o uso excessivo de agrotóxicos. Tudo isso pode reduzir a floração e a atividade das abelhas, o que pode enfraquecer a barreira natural durante anos críticos.
Pesquisadores reforçam que as colmeias devem ser aliadas a outras medidas de monitoramento. Afinal, a coexistência entre o progresso humano e a conservação da fauna não precisa ser encarada como um campo de batalha violento.