Rival do Brasil na disputa por Melhor Filme Internacional, o diretor europeu Oliver Laxe causou polêmica ao ironizar os membros brasileiros da Academia do Oscar. Em entrevista ao programa espanhol La Revuelta, exibida ontem, o cineasta afirmou que os votantes do país seriam “ultranacionalistas”.
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“Tem um monte de brasileiros na Academia. Gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas”, disse. Em seguida, disparou a frase que viralizou nas redes sociais: “Se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos eles votariam no sapato. Mas é um filme muito bom, e a equipe é brilhante”, comentou, referindo-se a O Agente Secreto, representante brasileiro na premiação.
A declaração repercutiu mal e provocou revolta entre brasileiros e outros latino-americanos. No X (antigo Twitter), uma usuária desabafou: “O Brasil fica 20 anos sem concorrer, como qualquer outro país latino-americano, aí quando surge a oportunidade de concorrer duas vezes vem europeu medíocre querer falar do Brasil???”. Outra usuária respondeu em espanhol: “Amiga, não ligue. Eles estão se doendo porque um país sul-americano está fazendo arte muito melhor que eles. Tomara que esse ano vocês ganhem de novo, porque merecem”.
Como Oliver Laxe não mantém perfil no Instagram, a reação migrou para a página oficial de Sirât, seu filme concorrente. Os comentários passaram a ser dominados por brasileiros, com memes, imagens de sapatos e críticas diretas à fala do diretor.
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Atualmente, cerca de 50 brasileiros integram o corpo de votantes do Oscar, que soma quase 10 mil membros ao todo. Para participar, é necessário receber um convite da Academia, geralmente enviado aos indicados de cada edição.
Oliver Laxe nasceu em Paris e foi criado na Galícia, comunidade autônoma da Espanha. Seu longa Sirât, indicado a duas categorias do Oscar, acompanha a jornada de um pai em busca da filha em raves no deserto, em meio a um cenário de guerra mundial.
Relembre todas as vezes que o Brasil esteve no Oscar
*Sob supervisão de Nicoly Souza
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