Quase 40 anos após o maior acidente radioativo do mundo ocorrido fora de usinas nucleares, a história do Césio-137 ganha uma nova perspectiva audiovisual. A Netflix lança no dia 18 de março a “Emergência Radioativa”, minissérie nacional que ficcionaliza os eventos reais de setembro de 1987, em Goiânia.
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A produção é protagonizada por Johnny Massaro e Paulo Gorgulho. O roteiro mergulha no caos urbano iniciado após a abertura de uma cápsula de uma máquina de radioterapia abandonada em um ferro-velho, liberando o cloreto de césio-137 — um pó azul brilhante que encantou moradores, mas espalhou morte e contaminação pela capital goiana.
Foco na ciência e no drama humano
Diferente de abordagens puramente documentais, a série dirigida por Fernando Coimbra (O Lobo Atrás da Porta) e Iberê Carvalho foca na “corrida contra o tempo”. A narrativa destaca o papel de médicos, cientistas e heróis anônimos que tentaram rastrear os focos de radiação enquanto a população e as autoridades ainda ignoravam a gravidade do inimigo invisível.
O elenco conta com nomes como Tuca Andrada, que interpreta o Governador à época, e Bukassa Kabengele. Leandra Leal e Emílio de Mello fazem participações especiais, com personagens que orbitam a tragédia da família de Devair Ferreira, o dono do ferro-velho que involuntariamente desencadeou o desastre.
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Contexto histórico
O acidente do Césio-137 resultou na morte direta de quatro pessoas nos primeiros dias, incluindo a menina Leide das Neves, símbolo da tragédia, e deixou milhares de monitorados e centenas de feridos com sequelas crônicas. A minissérie é produzida pela Gullane, produtora responsável por sucessos como Carandiru e a recente série Senna.














