Três empresários de Santa Catarina foram presos nesta segunda-feira (4) suspeitos de lavagem de dinheiro. A investigação que levou o grupo à cadeia começou em 2019 e aponta os homens como núcleo financeiro de uma organização criminosa responsável por vender drogas dentro e fora do Estado. 

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Duas prisões ocorreram em Itajaí, onde os homens tinham revendas de carros, e uma em Palhoça, onde o detido atuava no ramo da construção civil. 

De acordo com o delegado Cláudio Monteiro, da Repressão a Entorpecentes, esses empreendimentos eram usados para lavar o dinheiro da cocaína e ecstasy colocados em circulação não só em SC, mas também no Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Toda a movimentação era registrada pelos suspeitos, o que deu à Justiça elementos para decretar a prisão preventiva deles. 

— Nós temos informações preliminares de algo em torno de R$ 700 milhões de lavagem de dinheiro — conta o investigador. 

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Operação Pedra Branca

A Operação Pedra Branca, que levou o trio de empresários à prisão, começou quando a Polícia Civil descobriu uma fábrica de drogas sintéticas na Praia da Pinheira, em Palhoça. No decorrer das investigações, que já se estendem por três anos, outras prisões ocorreram e cerca de R$ 10 milhões foram apreendidos, além drogas e armas.

Neste período a polícia cumpriu mandados de busca em municípios da Grande Florianópolis, bem como em Itajaí, Balneário Camboriú e Blumenau.

Somente na Capital, em dois apartamentos, foram apreendidos aproximadamente R$ 8 milhões em espécie entre reais e dólares americanos. Em Balneário Camboriú encontraram cerca de 100 mil comprimidos de ecstasy e mais R$ 900 mil.

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Dinheiro apreendido ao longo das investigações
Dinheiro apreendido ao longo das investigações (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

O homem apontado como fornecedor da droga – e peça central da organização – é conhecido no meio criminoso e levava uma vida de luxo em Palhoça. De acordo com a investigação, ele ostentava diversos carros milionários que costumava comprar com valores em espécie.

Após as diversas apreensões realizadas pela polícia, o homem fugiu para o Rio de Janeiro e foi morar na Barra da Tijuca, de onde passou a comandar o esquema criminoso. Ele está foragido. A mulher dele foi presa em Angra dos Reis.

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