O rapper e empresário Sean “Diddy” Combs foi considerado culpado por transporte para fins de prostituição, mas absolvido das acusações de tráfico sexual e conspiração para extorsão. A decisão foi anunciada no tribunal em Nova York, nos Estados Unidos nesta quarta-feira (2). As informações são do g1.
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Diddy foi julgado por um júri composto por 12 pessoas, sendo oito homens e quatro mulheres. Desde maio, o grupo ouviu depoimentos, analisou imagens e assistiu a vídeos relacionados às acusações contra o músico e aos argumentos apresentados pela defesa.
Preso desde setembro de 2024, o cantor se diz inocente de todas as acusações. As penas pelos crimes que Diddy foi sentenciado ainda não foram divulgadas, mas podem chegar a 20 anos de prisão.
Veja os vereditos para as acusações de Diddy
- Conspiração para extorsão – acusado de operar uma empresa criminosa que facilitava o tráfico sexual, a distribuição de drogas, a coerção e a violência – Diddy foi inocentado (pena poderia chegar a prisão perpétua);
- Tráfico sexual por meio de força, fraude ou coerção – caso envolvendo Cassie Ventura, ex-namorada do artista – Diddy foi inocentado (pena poderia ser de 15 anos a prisão perpétua);
- Transporte com fins de prostituição (caso envolvendo Cassie Ventura) – Diddy foi considerado culpado (pena pode chegar a 10 anos de prisão);
- Tráfico sexual por meio de força, fraude ou coerção – caso envolvendo Jane – Diddy foi inocentado (pena poderia chegar a prisão perpétua);
- Transporte com fins de prostituição (caso envolvendo Jane) – Diddy foi considerado culpado (pena pode chegar a 10 anos de prisão).
Quem é P. Diddy?
Por que Diddy foi inocentado?
Segundo o processo movido contra ele, Diddy teria usado esse poder de magnata para abusar, ameaçar e coagir várias pessoas ao seu redor, sobretudo mulheres, por mais de duas décadas. Testemunhas alegaram que ele usou seu império empresarial como uma estrutura para permitir e ocultar diversos crimes.
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Segundo o New York Times, o júri não ficou convencido de que Cassie Ventura e “Jane” — esta última, uma testemunha sob pseudônimo – foram forçadas a participar de encontros sexuais e que ele teria comandado uma quadrilha para cometer crimes.
Durante o julgamento, os advogados de Diddy argumentaram que, na verdade, ele foi vítima de um “processo excessivamente zeloso” que teria distorcido seu uso recreativo de drogas e estilo de vida swinger.
Reações no tribunal
Mesmo não sendo totalmente inocentado, Diddy comemorou o resultado. Conforme o The New York Times, ao término da leitura completa, o rapper colocou a cabeça entre as mãos, depois se voltou para a família e afirmou:
— Estou indo para casa.
Ele se referia a um possível pedido de libertação durante uma apelação sobre o resultado. A decisão, no entando, ainda precisa ser analisado pelo juiz do caso. De acordo com o The Guardian, logo após o veredito, o juiz agradeceu aos jurados pelo “sacrifício”.
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— Quero que saibam que isso é inspirador para todos nós. Vocês ouviram, trabalharam juntos, estiveram aqui todos os dias, chova ou faça sol. Vocês fizeram isso sem nenhuma recompensa, além da recompensa que vem de atender ao chamado do serviço público. Isso deve dar esperança a todos nós — disse o juiz Arun Subramanian, que preside o caso.
Relembre o caso
A imagem de Diddy começou a ruir no fim de 2023, quando a cantora Cassie, sua ex-namorada, o acusou de submetê-la a coerção física, droga e estupro nos chamados “freak offs“, uma espécie de maratona sexual promovida pelo rapper — movida a uso de entorpecentes e com dias de duração.
Horas depois de abrir o processo, Cassie voltou atrás, após selar um acordo com o músico. Ainda assim, o processo motivou outras pessoas a apresentarem denúncias contra Diddy — a maioria dos casos não foi julgada.
Desde então, ele se tornou alvo de várias ações civis que o caracterizam como um “predador sexual violento”. Em março de 2024, duas luxuosas mansões do rapper foram alvo de buscas por agentes federais. Dois meses depois, veio a público um vídeo em que ele aparece agredindo Cassie.
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Nas imagens, o rapper arrasta a então namorada pelos cabelos enquanto ela tenta fugir. A gravação foi feita por uma câmera de segurança de um hotel de Los Angeles, em 5 de março de 2016.
Quatro meses após o vazamento do vídeo, Diddy foi preso no hotel Park Hyatt, na Rua 57, em Nova York. A prisão ocorreu sob a suspeita de associação ilícita, tráfico sexual e transporte para prostituição.
O caso começou a ser julgado em maio de 2025.
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