Um médico ortopedista decidiu que o filho, de três anos, não usa esse tipo de chinelo de borracha para brincar. Ele relaciona o calçado a maior chance de torções de tornozelo, quedas e fraturas, além de possíveis impactos no desenvolvimento motor do pé.
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O alerta ganhou força porque o modelo é comum em escolas, passeios e parques. Ainda assim, o especialista chama atenção para dois pontos, instabilidade do formato e uma sola que pode prender no chão na hora errada.
A mensagem não é de pânico, e sim de rotina. Ele defende que responsáveis avaliem onde e quando a criança vai usar, porque as necessidades do pé nessa idade são diferentes das de um adulto.
Qual o motivo para a proibição dos chinelos de borracha
O ortopedista explica que o pé infantil passa por um processo contínuo de adaptação. Músculos e ossos precisam de estímulos corretos para criar força e controle, principalmente no arco e no tornozelo.
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Segundo ele, esse tipo de chinelo de borracha costuma ser amplo e maleável demais para acompanhar essa etapa. O resultado é que o pé se acomoda, em vez de trabalhar o equilíbrio a cada passo, algo que faz diferença quando a criança corre e muda de direção.
O profissional resume o efeito com uma frase curta: o calçado “não fortalece onde tem que fortalecer”. Para ele, o uso constante pode deixar a sustentação do arco e do tornozelo mais vulnerável no futuro.
Além disso, sapatos extremamente moles podem retardar a maturidade motora. O que ele defende é uma base que permita ao pé sentir o chão e reagir aos movimentos naturais do corpo, com segurança e firmeza.
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O que a sola aderente dos chinelos de borracha pode provocar
Um dos riscos apontados envolve a tração da sola dos chinelos de borracha. Quando o material adere muito ao chão, ele pode causar travamentos bruscos durante uma corrida simples, justamente em um momento de giro ou mudança de direção.
O especialista descreve esse travamento com precisão: a sola “trava o pé na hora que não era para travar”. Na lógica do médico, esse detalhe cria uma combinação perigosa, porque o corpo continua o movimento enquanto o pé fica preso.
Crianças correm, pulam e viram de lado o tempo todo. Se o calçado impede o movimento fluido ao prender no solo, o desequilíbrio aumenta e a queda pode acontecer em segundos, mesmo em uma brincadeira comum.
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Ele reforça o ponto com outra frase: “de uma queda boba pode virar uma grave fratura”. O alerta foca no efeito prático, um acidente simples pode gerar uma lesão que exige atendimento e limita a rotina da criança.
Principais situações de risco, segundo o médico
Para ajudar os responsáveis, o ortopedista destaca riscos observados na prática. O objetivo é facilitar a decisão do dia a dia, sem complicar, escolhendo o calçado conforme o tipo de atividade.
Quando usar? A regra do especialista
O médico não propõe um banimento total, mas sim uma mudança de contexto:
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- NÃO DEVE USAR: Escola, parquinho, shopping ou qualquer lugar onde a criança corra, mude de direção brusca ou suba em brinquedos. No recreio escolar, a demanda física exige agilidade que um calçado instável não oferece.
- PODE USAR: Momentos de baixa velocidade e trajetos curtos. “Para sair do banho, tudo bem”, afirma. O risco de torção severa é mínimo em casa.
O que observar em alternativas mais seguras
A recomendação geral foca em modelos que não travem o pé e que segurem bem o calcanhar. O ajuste firme reduz o pé “solto” dentro do sapato e ajuda a manter estabilidade quando a criança gira o corpo.
Ele também chama atenção para evitar que o pé fique “dançando” dentro do calçado. Se isso acontece, o controle diminui e o risco de torção aumenta, sobretudo em brincadeiras que exigem mudança rápida de direção.
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Por isso, a orientação final é reservar os modelos de borracha para momentos tranquilos em casa. Para o resto, a prioridade deve ser calçado que apoie o aprendizado do pé, com equilíbrio e força desde cedo.
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