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CASA DE PROSTITUIÇÃO

Esquema familiar de tráfico de drogas em casa de prostituição condena 11 pessoas no Alto Vale

Pai, mãe, irmã, tia, companheira do chefe do grupo e colegas faziam parte do cartel

02/02/2021 - 08h13

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Brenda
Por Brenda Bittencourt
O esquema funcionava em pelo menos sete cidades do Estado.
O esquema funcionava em pelo menos sete cidades do Estado.
(Foto: )

Um esquema de tráfico drogas que funcionava em uma casa de prostituição condenou 11 pessoas no Alto Vale do Itajaí. O cartel funcionava em Apiúna e as drogas eram distribuídas em Rio do Sul, Ibirama, Presidente Getúlio, Lontras e Taió. Além da prisão, os envolvidos terão que pagar multas que somam R$ 600 mil. O julgamento foi feito em primeira instância e ainda cabe recurso. 

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Conforme a investigação, o grupo traficava cocaína, crack, ecstasy e principalmente maconha. Quem comandava a operação era um homem que tinha como parceiros familiares, como o pai, a mãe, a irmã, companheira e a tia.

De acordo com a investigação feita pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ibirama em parceria com a Polícia Militar de Santa Catarina, o chefe do esquema e a companheira eram os donos da casa de prostituição e era a partir deste local que as drogas eram enviadas para as outras cidades do Alto Vale.

O homem considerado chefe do cartel recebeu pena de 22 anos e dois meses de reclusão mais dois anos de detenção pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse e porte ilegal de arma e exploração de casa de prostituição. Já a companheira recebeu pena de 20 anos e oito meses de reclusão mais dois anos e quatro meses de detenção pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas, posse ilegal de arma e exploração de casa de prostituição.

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Quem fazia o gerenciamento da boate eram o pai e a irmã do líder do grupo, segundo a investigação. Além da gerência, eles também ajudavam e coordenavam o tráfico no estabelecimento. O pai foi condenado a 14 anos de reclusão e posse ilegal de arma. A irmã teve pena de 12 anos e 10 meses de reclusão mais um ano de detenção pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas e exploração de prostituição.

A mãe e a tia do chefe, junto de outro integrante tinham parte importante no crime, de acordo com a investigação. Eram elas que auxiliavam na estocagem das substâncias para o grupo em Penha, no Litoral Norte do Estado. Além disso o trio também informava o chefe sobre as movimentações dos usuários de drogas e da polícia. O terceiro integrante fazia o transporte da droga de Penha para Apiúna e era responsável por mapear novos pontos para explorar e aumentar o tráfico.

A mãe foi condenada a 14 anos de reclusão mais um ano de detenção pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas e de posse e porte ilegal de arma de fogo, e a tia foi condenada a 12 anos e dez meses de reclusão por tráfico, associação para o tráfico de drogas e de porte ilegal de arma. O outro integrante recebeu pena de cinco anos e seis meses de reclusão por associação para o tráfico de drogas.

Um outro integrante do grupo que também ajudava a transportar o material entre as cidades foi sentenciado a nove anos de reclusão por tráfico e associação para o tráfico de drogas.

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A droga não era levada apenas para boate, mas também para a casa do irmão do chefe e de outra pessoa que participava do esquema, em Ibirama. Eles foram condenados respectivamente a nove anos e um mês e a nove anos e 11 meses de reclusão, ambos pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico de drogas.

Outras duas pessoas que auxiliavam na venda também receberam condenações de sete anos e 11 meses e a cinco anos e 10 meses de reclusão, também por tráfico de drogas. Ainda há nove réus presos preventivamente. Eles estão em fase de investigação. De acordo com a promotoria eles não podem apelar para cumprir a sentença em liberdade.

O processo está em segredo de justiça. As condenações foram proferidas pelo Juízo da 2ª Vara da Comarca de Ibirama no dia 26 de janeiro.

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