Foi-se o tempo que as saias longas eram limitadas a um grupo específico de pessoas. Desde a ascensão das saias midi jeans, a peça tem ganhado mais tração, especialmente pela praticidade e pelo conforto Sem apertar a cintura, fresquinhas e ainda assim, apropriadas para o ambiente de trabalho, elas vão ganhando novas roupagens.

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A peça da vez é a saia rodada. Longa ou curta — mas, normalmente, longa — ela tem aparecido em looks de verão e de inverno, mas especialmente nas passarelas. O desfile de verão da Gucci este ano já mostrou que as saias chegaram com tudo. Alguns modelos mais justos, com a saia lápis, mas muitos amplos, com volume, assimetrias, cores e plumas.

Qual a história da saia?

A saia tem origens antigas, remontando ao período mesolítico como uma peça simples de pele amarrada à cintura, usada por ambos os sexos em civilizações como sumérios, egípcios e romanos. O comprimento da peça variou ao longo da história, influenciado por modas, guerras e contextos sociais, com comprimentos longos no século XII (até os pés ou com cauda) evoluindo para variações mais curtas nos anos 1920 e 1960.

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No Renascimento e Barroco, saias amplas com corpete e panier (até 4 metros de circunferência sob Luís XIV) simbolizavam status aristocrático, financiado por impostos que contribuíram para a Revolução Francesa de 1789, levando a saias neoclássicas leves e longas. No século XIX, crinolinas e anquinhas criaram volumes exagerados, refletindo prosperidade, enquanto guerras mundiais impuseram saias curtas e funcionais por racionamento de tecido.

Mais tarde, no século XX, o comprimento da saia ganhou conotação política como símbolo de rebelião: a minissaia dos anos 1960, criada por Mary Quant, representou liberação feminina, juventude e protestos contra a Guerra do Vietnã, desafiando normas conservadoras. Em contextos repressivos, governos intervieram, como proibições de saias curtas em escolas moçambicanas (2016) para combater assédio, ou resoluções municipais contra prostituição, gerando debates sobre controle sobre mulheres.

A “Teoria da Barra da Saia” (Hemline Index), proposta em 1926, correlaciona saias mais curtas a booms econômicos (otimismo) e longas a recessões, refletindo políticas econômicas e confiança social — por exemplo, saias curtas nos anos 1920 (prosperidade) e longas pós-1929.

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