Uma enfermeira com vontade de trabalhar perde um trabalho por não saber fazer uma tarefa simples na internet é só uma prova da importância da inclusão digital. Essa é a história de Edeilda Silvério, de 53 anos.
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Moradora do Quilombo Mituaçu, no município do Conde, na Paraíba, ela conta que já perdeu trabalho por ter ficado à margem da revolução digital. “Eu não sei mandar e-mail. Eu não sei receber e-mail”, disse ela sem rodeios para a Agência Gov.
A realidade da enfermeira é a mesma de muitas pessoas que moram em territórios quilombolas do país. A exclusão digital pode fazer essas pessoas perderem oportunidades, não consegue realizar sonhos e ainda fica constrangido por isso.
Edeilda conta que a vaga perdida exigia o envio e o recebimento de informações pela internet. Ela não conseguiu acompanhar. “Depois de três dias disseram que precisavam de alguém mais rápido.” A frustração ficou marcada. Ela recebeu treinamento para operar um sistema específico, mas foi apenas para administrar aquela página. “Eu ligo o computador, entro com minha senha e já tem uma página certa que abre. Saiu dali, eu não sabia fazer mais nada.”
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Quando algo foge do roteiro decorado, ela precisa pedir ajuda. “Isso me incomoda muito.” Em uma das situações, lembra que uma colega resolveu em três minutos uma tarefa que ela tentou executar por três horas. “O chefe dizia que não tinha tempo para explicar”, disse.
Como funciona o programa Computadores para Inclusão
A Fundação Cultural Palmares identificou a urgência da inclusão digital no território onde mora Edeilda e indicou o Mituaçu ao Ministério das Comunicações. Desde fevereiro, 15 computadores foram doados para a criação de um laboratório de informática na comunidade, por meio do programa Computadores para Inclusão.
O espaço vai oferecer cursos de informática e letramento digital para moradores de todas as idades, uma iniciativa que transforma máquinas em pontes para o mercado de trabalho.
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“Não podemos permitir que um brasileiro perca emprego por não saber usar a internet”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. “Nossa parceria com a Fundação Palmares nos ajuda a identificar onde estão as maiores lacunas digitais do país.”
Para Edeilda, o laboratório significa autonomia. “Agora eu vou aprender. Não quero depender de ninguém para fazer o meu trabalho”, declarou.
Para que um computador chegue a territórios quilombolas como o Mituaçu, o processo passa por várias etapas:
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- Equipamentos que não são mais utilizados por órgãos públicos são recolhidos.
- Eles são enviados aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), onde passam por manutenção.
- Alunos dos cursos de capacitação dos CRCs realizam o recondicionamento, ampliando sua qualificação profissional.
- As máquinas recuperadas são doadas a escolas públicas, associações, aldeias indígenas, comunidades rurais, quilombolas, ribeirinhas e periferias urbanas.
- O que não pode ser reaproveitado recebe descarte ambientalmente adequado.
O impacto vai além da tecnologia: gera qualificação, renda e inclusão social em duas pontas para quem aprende a consertar e para quem aprende a usar.
No Mituaçu, o desejo de Edeilda é simples, mas poderoso. “Eu só quero aprender”. E, para ela, isso já significa recuperar oportunidades, e a própria confiança.
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Uma enfermeira com vontade de trabalhar perde um trabalho por não saber fazer uma tarefa simples na internet é só uma prova da importância da inclusão digital. Essa é a história de Edeilda Silvério, de 53 anos.
Moradora do Quilombo Mituaçu, no município do Conde, na Paraíba, ela conta que já perdeu trabalho por ter ficado à margem da revolução digital. “Eu não sei mandar e-mail. Eu não sei receber e-mail”, disse ela sem rodeios para a Agência Gov.
A realidade da enfermeira é a mesma de muitas pessoas que moram em territórios quilombolas do país. A exclusão digital pode fazer essas pessoas perderem oportunidades, não consegue realizar sonhos e ainda fica constrangido por isso.
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Edeilda conta que a vaga perdida exigia o envio e o recebimento de informações pela internet. Ela não conseguiu acompanhar. “Depois de três dias disseram que precisavam de alguém mais rápido.” A frustração ficou marcada. Ela recebeu treinamento para operar um sistema específico, mas foi apenas para administrar aquela página. “Eu ligo o computador, entro com minha senha e já tem uma página certa que abre. Saiu dali, eu não sabia fazer mais nada.”
Quando algo foge do roteiro decorado, ela precisa pedir ajuda. “Isso me incomoda muito.” Em uma das situações, lembra que uma colega resolveu em três minutos uma tarefa que ela tentou executar por três horas. “O chefe dizia que não tinha tempo para explicar”, disse.
Como funciona o programa Computadores para Inclusão
A Fundação Cultural Palmares identificou a urgência da inclusão digital no território onde mora Edeilda e indicou o Mituaçu ao Ministério das Comunicações. Desde fevereiro, 15 computadores foram doados para a criação de um laboratório de informática na comunidade, por meio do programa Computadores para Inclusão.
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O espaço vai oferecer cursos de informática e letramento digital para moradores de todas as idades, uma iniciativa que transforma máquinas em pontes para o mercado de trabalho.
“Não podemos permitir que um brasileiro perca emprego por não saber usar a internet”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho. “Nossa parceria com a Fundação Palmares nos ajuda a identificar onde estão as maiores lacunas digitais do país.”
Para Edeilda, o laboratório significa autonomia. “Agora eu vou aprender. Não quero depender de ninguém para fazer o meu trabalho”, declarou.
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Para que um computador chegue a territórios quilombolas como o Mituaçu, o processo passa por várias etapas:
- Equipamentos que não são mais utilizados por órgãos públicos são recolhidos.
- Eles são enviados aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), onde passam por manutenção.
- Alunos dos cursos de capacitação dos CRCs realizam o recondicionamento, ampliando sua qualificação profissional.
- As máquinas recuperadas são doadas a escolas públicas, associações, aldeias indígenas, comunidades rurais, quilombolas, ribeirinhas e periferias urbanas.
- O que não pode ser reaproveitado recebe descarte ambientalmente adequado.
O impacto vai além da tecnologia: gera qualificação, renda e inclusão social em duas pontas para quem aprende a consertar e para quem aprende a usar.
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No Mituaçu, o desejo de Edeilda é simples, mas poderoso. “Eu só quero aprender”. E, para ela, isso já significa recuperar oportunidades, e a própria confiança.

