O ex-chefe da Receita Federal de Itajaí foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (2) por suspeita de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Batizada de Benaia, a ação teve como objetivo principal desarticular o esquema milionário envolvendo o servidor, que teria recebido R$ 2 milhões para favorecer empresários em processos alfandegários na região aduaneira de Itajaí. A quantia, porém, pode superar os R$ 5 milhões.
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Mandados de buscas foram cumpridos em Itajaí (três) e São Paulo (21). Além disso, o homem foi afastado das funções públicas. Enquanto chefe, o investigado teria facilitado burocracias na liberação de cargas no porto e criado mecanismos de logística a pedido dos empresários. Em troca, recebia propinas.
Para disfarçar os altos valores, o suspeito possuía empresas em nome de familiares. O total de prejuízo aos cofres públicos passam de R$ 30 milhões, acredita a Receita Federal.
A instituição revelou que a investigação começou na corregedoria, que detectou indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida do servidor e a remuneração oficial, além de possíveis movimentações financeiras irregulares. Também foram apurados indícios que indicam eventual favorecimento a intervenientes aduaneiros e o recebimento de vantagem indevida em razão dessas relações.
As investigações apontam que despachantes, consultorias, empresas importadoras e operadores logísticos poderiam fazer parte do esquema, que teria resultado em um montante suspeito de mais de R$ 5 milhões em vantagens recebidas, direta ou indiretamente, pelo servidor. Os valores teriam sido repassados através de pagamentos em dinheiro, depósitos e pagamento de despesas pessoais, como aluguéis, faturas de cartão e aquisição de bens.
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Na operação desta terça, participaram 30 servidores da Receita Federal, além das equipes da PF. As investigações seguem em andamento.

