Ex-prefeito de Bela Vista do Toldo, cidade do Planalto Norte catarinense, o político Adelmo Alberti foi condenado pelos crimes de corrupção, fraude a licitação e organização criminosa, após a Operação Mensageiro. Foi ele quem trouxe ao conhecimento do Ministério Público o esquema de corrupção, em acordo de colaboração premiada, e a partir daí teve início a maior operação contra corrupção já realizada em Santa Catarina

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Conforme o MPSC, Adelmo narrou com detalhes o modus operandi do grupo empresarial, por intermédio de seu “mensageiro”, e como se valia das funções públicas para obter reiteradas vantagens indevidas em dinheiro da organização criminosa, desde os últimos meses de 2017 até julho de 2021, quando foi preso preventivamente e, antes de ser solto, renunciou ao cargo.

O ex-prefeito admitiu ter beneficiado a empresa na licitação e na execução de serviços de coleta de resíduos sólidos na área urbana, transporte e tratamento e destinação final de lixo prestado pela empresa, mediante o recebimento de propina. 

Ele foi condenado à pena de quatro anos, sete meses e 18 dias de reclusão em regime inicial fechado e a um ano e dois meses de detenção em regime inicial semiaberto

Em nota, a defesa de Adelmo informou que ele colaborador da Justiça, e está cumprindo integralmente o acordo celebrado com o Ministério Público, confiando na aplicação da justiça e a disposição da mesma para todos os esclarecimentos que sejam necessários. 

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Quanto a pena aplicada, seja neste ou em outros processos, a mesma deverá, quanto ao cumprimento, respeitar os limites do acordo, tendo o ex-prefeito, na visão da defesa, já cumprido todo o período que deveria ficar em regime fechado, não havendo razões para voltar a ser preso.

Relembre a Operação Mensageiro

A maior operação contra a corrupção já realizada em Santa Catarina completou três anos em dezembro de 2025. No fim do ano de 2022, o MPSC deflagrou a primeira fase da Operação Mensageiro, em uma investigação que contou com a atuação coordenada do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO).

Em agosto de 2025, a Operação Mensageiro chegou à sua sexta fase, com a prisão preventiva de empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas e o cumprimento de medidas de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.

Na operação, são apurados crimes cometidos por prefeitos, em conjunto com outros agentes públicos e em adesão a uma organização criminosa empresarial que atuava nos setores de coleta e destinação de lixo, abastecimento de água e iluminação pública em diversas cidades de Santa Catarina e em outros estados.

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Os fatos que deram origem à investigação foram revelados em 2021, durante a Operação Et Pater Filium, que desvendou um importante esquema de corrupção no Planalto Norte catarinense. Um dos prefeitos então investigados formalizou acordo de colaboração premiada, confessou os crimes apurados e apresentou novos fatos e provas sobre o pagamento de propina proveniente do grupo empresarial.