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    Falando de Sexo: como compartilhar um trauma com seu par

    Colunistas Lúcia Pesca e Andréa Alves tiram dúvidas de leitores

    08/10/2018 - 07h45 - Atualizada em: 08/10/2018 - 10h15

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    Por Redação NSC

    *Tenho 26 anos, sou solteira e sofri abuso sexual na infância e na adolescência. Não quero me vitimizar, mas foi horrível o que vivi. Vejo que o que aconteceu comigo atrapalha a minha vida como um todo, mas, principalmente, nos relacionamentos afetivos. Hoje, já estou conseguindo falar e escrever para vocês sobre isto, mas ainda há momentos em que as cenas vêm à memória e me dá medo. Agora, estou namorando um guri muito legal, sensível e acho que devo contar para ele o que sofri. Só que é tão ruim falar! Como isto me atrapalha, resolvi começar uma terapia. De repente, poderia levá-lo comigo na minha sessão. O que vocês acham?

    (Foto: )

    Querida leitora, que positivo você ter buscado ajuda e estar tratando, em terapia, uma vivência tão difícil. E que bom que você se adaptou a um relacionamento amoroso e, hoje, está se sentindo saudável, a ponto de querer dividir com outra pessoa tudo isto.

    Compartilhar seus sentimentos com seu namorado em terapia é uma excelente ideia. Ele irá se aproximar e entender o que você já passou. Mostre o quanto o ama e confia nele, e, por isso, resolveu contar (só a ele) este trauma.

    Caso o seu namorado esteja intuindo algo e colocando pressão sobre o relacionamento, esta visita ao terapeuta deve ser acelerada, e o assunto, brevemente, sugerido, para motivá-lo a ir à consulta.

    Apoio

    Mostre ao rapaz que você está em tratamento de apoio, e que a ajuda dele é fundamental. O seu parceiro precisa entender o efeito que o trauma de um abuso tem sobre alguém, mesmo muito tempo depois de ter ocorrido. Boa sorte, amiga!

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