Uma família brasileira precisa de ajuda para trazer de volta ao país o filho diagnosticado com câncer. Luís Benke, de apenas 8 anos, morador de Balneário Camboriú, sempre sonhou em conhecer Portugal. Porém, assim que desembarcou na Europa, o menino precisou ser hospitalizado.
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Já são cinco dias internado. A equipe médica disse que Luís pode fazer a viagem de volta ao Brasil para receber atendimento especializado. Entretanto, as companhias aéreas consideram uma viagem de alto risco e o menino precisa do chamado transporte sanitário, em aeronave com UTI e equipe médica.
“Cada hora que Luís permanece em Portugal, sem a assistência especializada necessária para o seu quadro, representa um risco à sua vida. O transporte sanitário é a única alternativa possível para que ele possa voltar para casa com segurança”, contou a mãe, Giselle, nas redes sociais.
Os valores partem de R$ 1,2 milhão, dependendo da distância. A alternativa é conseguir o transporte em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), mas, para isso, é preciso de autorização do governo federal. Nas redes sociais, as pessoas estão marcando o Itamaraty.
Emocionada, a mãe desabafa: “Fazemos um apelo urgente às autoridades brasileiras e aos órgãos competentes para que haja uma intervenção diplomática e humanitária imediata, viabilizando o transporte sanitário do Luís. Ele é um cidadão brasileiro que precisa voltar para casa”.
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O diagnóstico e um sonho
Luís descobriu um câncer na perna em 2024 e passou por cirurgia e quimioterapia em Blumenau. No ano seguinte, a equipe médica descobriu que a doença tinha voltado e, desta vez, afetado a coluna. O tratamento recomeçou e um dia, durante a internação, o menino contou sobre o sonho de ir a Portugal.
O plano na cabeça do menino era simples: ele e toda a família na Europa, onde a irmã mais velha mora. Lá, tinha até uma lista das coisas que iria comer. Giselle conseguiu ajuda e fez uma rifa para juntar o dinheiro da viagem. Em abril deste ano, o tratamento terminou e ele teve aval para embarcar.
O tão esperado voo ocorreu no dia 11 de maio e, ainda no alto, ele começou a apresentar dor e febre. Ao desembarcar, com o quadro preocupante, foram para um hospital com atendimento pediátrico. Lá, conta a mãe, uma ressonância mostrou metástase na faringe, face e cabeça.
O combinado com os médicos era encurtar a viagem, mas permitir que durante alguns dias Luís aproveitasse para realizar o sonho. Na última quinta (28), porém, o quadro se agravou. O pequeno está com medicação na veia e um voo comercial não é mais opção para retornar ao Brasil.
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Antes de a situação se agravar, conta Giselle, a família tentou um voo comum com equipe médica acompanhando, porém a companhia teria negado. Agora, a solução é o chamado voo sanitário. “Portugal passou a ser um pesadelo. Ele pede para voltar para casa”, conta a mãe.

