A Fifa pode abrir caminho para mais times brasileiros na próxima Copa do Mundo de Clubes por meio de uma grande reformulação. A entidade máxima estuda expandir o formato da competição de 32 para 48 participantes a partir da edição de 2029, um movimento impulsionado diretamente por uma nova parceria firmada com a European Football Clubs (EFC) para a operação conjunta do torneio.
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Times classificados para a Copa do Mundo de Clubes de 2029
A entrada da associação europeia acelerou as discussões para a ampliação do campeonato e colocou em xeque a atual regra de limitação de clubes por país, um teto que hoje impede a presença de mais potências de uma mesma nacionalidade e que, caso seja derrubado ou flexibilizado para acomodar o novo inflador de vagas, beneficiará diretamente tanto o mercado europeu quanto os gigantes do futebol sul-americano, especialmente o Brasil.
Segundo o jornal britânico The Guardian, a pressão por um torneio maior ganhou força devido ao gigantesco retorno financeiro gerado pela primeira edição com 32 equipes, disputada nos Estados Unidos, onde o campeão Chelsea faturou cerca de 84 milhões de libras em premiações.
Esse sucesso comercial aguçou o interesse de outras potências que acabaram ficando de fora do torneio anterior devido aos critérios rígidos da Fifa e da Uefa, que classificavam os quatro últimos vencedores continentais e o ranking geral, mas travavam a presença em no máximo dois representantes por nação.
Esse limite fez com que equipes de peso comercial, como Liverpool, Barcelona e Napoli, assistissem ao Mundial pela televisão. Diante de dificuldades iniciais na venda de direitos de transmissão para o ciclo atual, a EFC defende que o aumento de equipes é a chave para inflacionar o valor comercial do produto no mercado global.
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