O filho do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, não foi morto durante os ataques realizados pelos pelos Estados Unidos e por Israel ao país iraniano e pode se tornar o sucessor do pai, morto durante um ataque aéreo. A informação é da agência de notícias Reuters e foi divulgada pelo g1.
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Segundo a agência, Mojtaba não estava em Teerã quando Ali Khamenei foi morto. Nesta quarta-feira (4), mesmo dia em que a informação foi divulgada, a Assembleia de Especialistas do Irã afirmou que está “perto de um decisão” sobre o futuro do país.
Mojtaba já era considerado um dos principais candidatos à sucessão do pai, sendo um clérigo de nível intermediário. A sucessão já foi criticada, ao mesmo tempo, já que a substituição poderia criar uma vesão teocrática da antiga monarquia hereditária no país. Em relação ao establishment clerical iraniano, ele é considerado uma das figuras mais influentes, mesmo sendo discreto na República Islâmica do Irã.
Mojtaba, no entanto, não é visto desde sábado (28), quando o ataque que deu início à guerra, aconteceu. A esposa dele, Zahra Haddad Adel, também foi morta no ataque.
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Filho de Khamenei pode ser o principal nome entre clérigos idosos da Assembleia dos Peritos
O nome de Mojtaba pode ter ganhado força entre os clérigos mais idosos da Assembleia dos Peritos, que possui 88 membros e tem a responsabilidade de escolher quem será o próximo líder supremo no país.
Se Mojtaba assumiu o cargo, ele terá controle sobre o Exército do Irã e, também, do urânio enriquecido que, se conceder autorização, pode ser usado para construir uma arma nuclear.
O filho de Khamenei nasceu em 1969, antes da Revolução Islâmica de 1979, e acompanhou o pai fazendo oposição ao xá Mohammad Reza Pahlavi. Depois que xá caiu, a família foi para Teerã, com Mojtaba lutando na Guerra Irã-Iraque no Batalhão Habib ibn Mazahir
Ataque aéreo
Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã na madrugada de sábado (28), com explosões registradas em Teerã e também em Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. O Irã lançou mísseis contra Israel, como forma de retaliação, e atacou bases militares dos EUA no Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Emirados Árabes.
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Foram mortos o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, o ministro da Defesa Amir Nasirzadeh; o chefe do Estado-Maior Abdolrahim Mousavi; o comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpour; e o Ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad.





