Com foco na integração e no desenvolvimento regional, o Corredor Bioceânico de Capricórnio (CBC) quer transformar a logística e o comércio mundial conectando os oceanos Atlântico ao Pacífico. A ideia é que o projeto crie um elo entre o porto de Santos e portos no norte do Chile, ampliando a conexão com a Ásia como mercado consumidor.

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O corredor une o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil a países vizinhos como Paraguai, Argentina e Chile, com a pedra fundamental da iniciativa lançada já em 2015 e a “Declaração de Assunção sobre Corredores Bioceânicos” assinada pelos presidentes dos quatro países.

Fotos mostram construção de Corredor Bioceânico

O Corredor Bioceânico e a Ferrovia Bioceânica são projetos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA). Os territórios subnacionais envolvidos (departamentos, regiões, províncias ou estados, conforme o país) solicitaram ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apoio estratégico e financeiro para elaborar um Plano Diretor Regional de Integração e Desenvolvimento.

A rota pretende proporcionar uma integração física e cultural entre os países latino-americanos, e beneficiar não somente a economia, mas também o desenvolvimento da região. O projeto é visto com o potencial de expandir as trocas em uma área considerada essencial para a América Latina.

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Conexão com a Ásia

Uma das oportunidades que o corredor trás para o Brasil é a maior conexão com a Ásia, através da ligação com o oceano Pacífico, o que facilita o escoamento da produção brasileira para o continente. Atualmente, a Ásia já é responsável por quase metade das exportações brasileiras, além de responder por 35,09% das importações.

A China é o maior parceiro comercial brasileiro, e a sua população de 1,4 bilhão de habitantes, assim como da Índia, com 1,3 bilhão, demanda em larga escala commodities produzidas no Brasil. Entre elas estão soja, minério de ferro, derivados de petróleo, carnes e celulose.

Quais devem ser os impactos da nova rota

Uma transação comercial entre Brasil e Ásia demora atualmente cerca de 30 dias. A expectativa é que esse tempo seja reduzido para 10 dias com o Corredor Bioceânico, o que deve resultar na redução de custos e barateamento de produtos.

O tempo de exportações e importações também deve ser reduzido para a Oceania e costa oeste dos Estados Unidos. Ainda, o projeto deve resultar no crescimento socioeconômico e ambiental, especialmente para a população fronteiriça.

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Ponte no Brasil

Uma das obras que integra a iniciativa é a ponte binacional que ligará o Brasil, a partir de Porto Murtinho (MS), ao Paraguai, em Carmelo Peralta. A estrutura integra a uma das cincos rotas do projeto de integração regional sul-americana, a Rota de Capricórnio, ou Bioceânica.