No dia 20 de maio, “The Boys”, a série que ensinou o público a odiar heróis e amar o caos chega ao fim. A série da Prime Video encerra sua trajetória prometendo desfechos “de partir o coração” do público. A maior pergunta é se o criador da série, Eric Kripke, conseguirá manter o ritmo e o final será digno do que foi a série depois de cinco temporadas.
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O fantasma de Game of Thrones que assombra o criador da série
Em entrevistas recentes para a Variety e para a Polygon, Eric Kripke admitiu que está em estado de “terror absoluto” com o fim da série. O criador se diz ciente de como um final mal construído pode acabar com todo legado de uma obra, exatamente como aconteceu com Game of Thrones, maior exemplo disso na cultura pop.
Para Kripke, o maior desafio é entregar uma conclusão que honre os anos de excelência sem sucumbir ao cinismo barato. “Se a gente errar a mão eles vão dizer: ‘Bom, essa série não era tão boa quanto a gente achava'”, disse ele.
Final devastador e satisfatório
A atriz Erin Moriarty, que interpreta a Luz-Estrela, está confiante, mas visivelmente abalada pela carga dramática do final de “The Boys”. Quando leu o roteiro do último episódio ela disse que o classificou imediatamente como seu favorito, mas descreveu como “de partir o coração”.
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Para a atriz, o final deixará o coração dos fãs devastados, será um final equilibrado entre tragédia e satisfação narrativa, algo que o público gosta.
Conclusão de The Boys não terá grandes efeitos
O criador da série também admitiu que o final da série vai no caminho contrário de filmes como “Vingadores”, trocando a pirotecnia de efeitos visuais e grandes batalhas por cenas de embates íntimos e trocas de diálogos.
O que eles pretendem mostrar é a ruína psicológica dos personagens, uma espécie de luta emocional que pode ser mais impactante do que grandes batalhas e também mais condizente com o orçamento da temporada final da série.
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“Sangue e Osso”
O título dos episódios finais já dá um gostinho do que está por vir. Os presságios sombrios dos episódios que vão se chamar “O francês, a mulher e o leitinho” e “Sangue e Osso”. Quem já leu a HQ, sabe que o título final é um gatilho imediato para a HQ 65, onde o confronto entre Homelander e Black Noir termina com um deles reduzido a nada mais do que sangue e osso.
Embora o criador já tenha avisado que o final da série pode ter diferenças da história em quadrinhos, a promessa é de alguns desfechos bem impactantes com o público se despedindo de alguns personagens.
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Será que “The Boys” vai conseguir escapar da maldição dos finais de séries de sucesso e se consolidar como obra-prima do streaming? No dia 20 de maio, o público acompanhará um final épico ou um novo trauma coletivo.






