A Prefeitura de Florianópolis anunciou um pacote de medidas para preparar a cidade para os impactos do fenômeno climático El Niño, que deve aumentar a ocorrência de chuvas intensas e eventos extremos entre a primavera e o verão. As ações foram apresentadas durante a assinatura do decreto que institui estado de alerta climático no município.
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O plano prevê investimentos em drenagem urbana, fortalecimento de encostas, capacitação das equipes de emergência e ampliação da estrutura de atendimento à população em situações de crise.
Comitê vai coordenar ações preventivas
Uma das principais medidas é a criação do Comitê Municipal de Gestão da Crise Climática, coordenado pela Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil. O grupo reunirá representantes de diversas secretarias municipais, órgãos da Prefeitura, instituições estaduais e federais, concessionárias de serviços públicos, universidades, entidades comunitárias e organizações da sociedade civil.
Obras e manutenção serão intensificadas
Entre as ações previstas está a antecipação dos serviços de limpeza e manutenção de canais de drenagem em áreas consideradas mais sensíveis, como Lagoa da Conceição, Carianos, Daniela, Canasvieiras, Monte Verde e a bacia do Itacorubi.
Também estão programadas obras de ampliação da rede de drenagem em pontos com histórico de alagamentos, incluindo um trecho às margens da SC-401, em Santo Antônio de Lisboa. Além disso, a Prefeitura dará continuidade aos projetos de macrodrenagem nas bacias do Córrego Grande e de Canasvieiras.
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Encostas receberão reforço estrutural
A partir de julho, o município pretende iniciar novas intervenções de contenção e fortalecimento de encostas em regiões com maior vulnerabilidade geológica. As obras estão previstas para áreas do Morro da Mariquinha, Maciço do Morro da Cruz, Saco dos Limões, Costeira do Pirajubaé e Saco Grande. O objetivo é reduzir riscos de deslizamentos durante períodos de chuvas intensas.
Defesa Civil amplia capacidade de resposta
A Defesa Civil Municipal também passará por um reforço operacional. Estão previstos novos treinamentos para as equipes, atualização de protocolos de atuação e capacitação de voluntários. O município pretende ampliar o número de participantes do Curso de Voluntariado em Emergência (CVE), fortalecendo a rede de apoio em situações de desastre.
Outra novidade será a criação de bases regionais de atendimento que poderão ser ativadas conforme a necessidade.
Bases de apoio serão distribuídas pela cidade
Além da sede da Defesa Civil, localizada na Avenida Mauro Ramos, a Prefeitura definiu quatro pontos estratégicos que poderão funcionar como centros de apoio à população:
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- Norte da Ilha – Ingleses (R. Intendente João Nunes Vieira, 1955).
- Sul da Ilha – Rio Tavares (Rodovia Dr. Antônio Luiz Moura Gonzaga, 4734).
- Leste da Ilha – Lagoa da Conceição (Rua Crisógono Vieira da Cruz, ao lado TILAG).
- Continente – Coloninha (R. João Evangelista da Costa, 827).
Os locais contarão com água potável, banheiros, atendimento em saúde e encaminhamento socioassistencial, servindo como referência para a população durante situações de emergência.
Rede de abrigos poderá atender mais de 1,6 mil pessoas
Caso os impactos climáticos exijam acolhimento temporário da população, a Prefeitura também estruturou uma rede de abrigos com capacidade para atender até 1.644 pessoas. Os espaços mapeados incluem o Ginásio Anísio Teixeira e a Associação de Moradores do Rio Tavares, no Sul da Ilha; o ginásio da Escola Herondina Medeiros Zeferino, no Norte da Ilha; a FUCAS, no Continente; e o CEMUPI, na região central.
Segundo a administração municipal, o conjunto de medidas busca ampliar a resiliência da cidade e garantir uma resposta mais rápida e coordenada diante dos efeitos do El Niño.
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Conforme Lei nº 10.199, a Prefeitura informa que a produção deste conteúdo não teve custo e sua veiculação custou em média R$ 2.550,00.

