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    Acidente no mar

    "Foi um filme de terror", conta proprietário de lancha que naufragou em Balneário

    Dono da embarcação lembra dos momentos de tensão vividos durante mais de uma hora até serem resgatados

    22/07/2014 - 12h25 - Atualizada em: 22/07/2014 - 12h35

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    Por Redação NSC
    Acidente ocorreu entre as praias de Taquaras e Laranjeiras no domingo
    Acidente ocorreu entre as praias de Taquaras e Laranjeiras no domingo
    (Foto: )

    Os nove ocupantes de lancha que naufragou em Balneário Camboriú no domingo viveram momentos de apreensão e medo durante mais de uma hora até serem resgatados. Após passar o dia na praia do Caixa D'Aço com parentes, amigos e possíveis compradores da embarcação, os tripulantes voltaram para Balneário por volta das 18h15, quando o marinheiro contratado para conduzir a lancha bateu em uma pedra entre as praias de Taquaras e Laranjeiras. A embarcação foi retirada da água nesta segunda-feira e tinha afundado cerca de nove metros.

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    O proprietário da lancha, Carlos Alberto Gomes, explica que uma mulher de 31 anos que estava junto no acidente continua internada, pois teve um desvio na coluna e precisou colocar uma prótese. Além disso, ele diz que o sócio Isaqueu Jacinto Junior quebrou duas costelas. Os outros ocupantes tiveram apenas hematomas.

    - Foi um filme de terror, uma moça que estava junto chegou a ligar para os familiares dizendo que os amava. Foi muito ruim, nunca vi isso. O acidente levou pouco mais de uma hora até o resgate, mas para a lancha afundar foram cerca de três minutos - conta.

    Gomes, que é empresário e sócio de uma revenda de barcos, relata que a lancha era nova, por isso um casal interessado em comprá-la foi junto no passeio. Ele comenta que sempre anda de lancha e toda vez contrata um marinheiro para conduzir a embarcação, mas que nunca tinha sofrido um acidente.

    - Fomos no Caixa D'Aço, comemos e bebemos. Por isso contratamos o marinheiro, para nos dar segurança. Voltamos costeando a praia, acho que ele tentou entrar por fora e acabou batendo na última pedra. Liguei para a Marina Tedesco e depois para os bombeiros, com a batida nos machucamos - lembra.

    Momentos de tensão

    Segundo o empresário, o marinheiro Rubens Fernandes, conhecido como Binho, teria entrado com o jet sky de apoio da Marina Tedesco no meio das pedras para engatar um cabo e rebocar a lancha, que estava presa.

    - Tivemos que rebocar o barco porque ele estava preso nas pedras e não tinha como pularmos ali em função das ondas. Só que quando a lancha foi rebocada, logo começou a afundar e tivemos que pular na água. O pai dessa moça que se machucou estava sem colete, dei o meu pra ele e pulei com uma bóia circular. Ele pulou abraçado no colete.

    Gomes afirma que ocupantes da lancha estavam sem coletes salva-vidas na hora do acidente. Um bombeiro auxiliou a colocar o equipamentos, mas, segundo ele, o marinheiro Binho teria sido fundamental para que fossem resgatados.

    - Foi nosso anjo da guarda, entrou com o jet sky no meio das pedras e conseguiu colocar o cabo para rebocar a lancha e a gente poder pular - ressalta.

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