Antes de o dinheiro cair na conta, milhões de brasileiros já começam a fazer planos com a restituição do Imposto de Renda. É justamente essa expectativa que tem sido explorada por criminosos para aplicar golpes. Por conta disso, a Receita Federal voltou a emitir alertas urgentes após identificar uma onda de fraudes na internet envolvendo a restituição.

Continua depois da publicidade


Fique atento aos sinais do golpe

  • A abordagem: criminosos enviam mensagens falsas prometendo antecipar o crédito ou corrigir supostas “pendências” na declaração;
  • Os canais: as tentativas de fraude acontecem por e-mail, SMS e aplicativos de mensagem como o WhatsApp.
  • A armadilha: os golpistas cobram uma falsa “taxa de liberação” via Pix ou induzem a vítima a clicar em links para roubar dados bancários e senhas.
  • Regra de ouro: a Receita Federal nunca envia links por mensagem, não usa o WhatsApp para tratar de valores e não cobra nenhuma taxa para liberar as restituições.

Criminosos se aproveitam da pressa do cidadão

A tática dos golpistas é conhecid: eles usam páginas clonadas que reproduzem fielmente a identidade visual dos portais oficiais do governo. Ao acessar esses endereços falsos, o contribuinte é levado a fornecer dados sensíveis, como CPF, senhas de acesso e informações bancárias. Com isso, os fraudadores conseguem movimentar contas, contratar empréstimos ou clonar perfis.

O alerta ganhou força após o crédito do primeiro lote da restituição de 2026, pago no final de maio para mais de 8,7 milhões de contribuintes. O calendário oficial ainda prevê depósitos nos dias 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto — períodos em que os criminosos costumam intensificar os disparos de mensagens falsas para pegar os cidadãos desprevenidos.

A armadilha virtual : como o golpe da restituição funciona

As abordagens geralmente utilizam um tom de urgência para pressionar o contribuinte. Algumas mensagens alegam a existência de “pendências” na declaração que impediriam o pagamento da restituição. Outras prometem antecipar o crédito mediante o pagamento de uma suposta taxa via Pix.

Continua depois da publicidade

A Receita Federal reforça que não envia links para consulta da restituição por e-mail, mensagens de texto ou Whatsapp. O órgão também não solicita senhas, códigos de autenticação nem cobra qualquer valor para liberar créditos relacionados ao Imposto de Renda.

Canais oficiais: caminho seguro para checar o saldo do Imposto de Renda

A orientação expressa da Receita Federal é ignorar qualquer intermediário e utilizar exclusivamente os canais oficiais do órgão.

Principais cuidados para evitar prejuízos

  • Nunca clique em links: não abra endereços recebidos por e-mail, SMS ou WhatsApp que falem sobre o Imposto de Renda.
  • Acesso direto: digite o endereço oficial da Receita Federal diretamente na barra do seu navegador ou utilize o Portal e-CAC (com conta Gov.br nível prata ou ouro).
  • Use os aplicativos oficiais: baixe apenas o app oficial “Meu Imposto de Renda” nas lojas de aplicativos do seu celular.
  • Desconfie de urgência: mensagens que exigem pagamentos rápidos para “desbloquear” dinheiro ou que apontam erros graves na declaração costumam ser fraudulentas.
  • Não pague taxas: o processo de restituição é totalmente gratuito e gerido de forma automática pelo governo.

Caí na fraude, e agora?

Caso tenha fornecido dados pessoais, digitado senhas ou realizado transferências via Pix para contas suspeitas, o tempo de reação é fundamental para tentar reaver o prejuízo:

Continua depois da publicidade

  1. Acione o seu banco imediatamente: entre em contato com os canais de atendimento da sua instituição financeira para relatar a fraude, solicitar o bloqueio preventivo da conta e tentar acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix.
  2. Registre um Boletim de Ocorrência: faça o registro da ocorrência (pode ser por meio da delegacia eletrônica do seu estado) detalhando os dados da conta que recebeu o dinheiro ou o link utilizado.
  3. Altere suas senhas: modifique imediatamente a senha da sua conta Gov.br e dos aplicativos bancários acessados.
  4. Monitore seu CPF: acompanhe extratos e ferramentas de monitoramento de crédito para garantir que nenhuma empresa ou empréstimo seja aberto em seu nome.