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    Governo Bolsonaro anuncia demissão do presidente do INSS 

    Em seu lugar, assumirá Leonardo Rolim, que atualmente ocupa a secretaria de Previdência, órgão sob o guarda-chuva da secretaria especial comandada por Marinho

    28/01/2020 - 18h45 - Atualizada em: 28/01/2020 - 18h58

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    Por Folhapress
    Renato Vieira
    Renato Vieira
    (Foto: )

    *Bernardo Caram

    O Secretário Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, anunciou nesta terça-feira (28) a demissão do presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Renato Vieira. Em seu lugar, assumirá Leonardo Rolim, que atualmente ocupa a secretaria de Previdência, órgão sob o guarda-chuva da secretaria especial comandada por Marinho.

    — Hoje tivemos uma conversa com o presidente Renato Vieira, e ele consolidou sua posição de sair do INSS, a pedido. Foi uma conversa amadurecida ao longo dos últimos 15 dias. O Renato acha que precisa se dedicar a seus projetos e nós aceitamos sua demissão — disse.

    Questionado sobre eventual ligação da demissão com as filas de espera na concessão de benefícios do INSS, o secretário respondeu que a saída se deu por razões particulares. Segundo ele, Rolim conhece de perto o trabalho do INSS e não haverá comprometimento na atuação do órgão.

    — A ideia é que não haja descontinuidade no trabalho e tenhamos oxigenação nesse processo — disse.

    O governo vem enfrentando uma série de problemas na concessão de benefícios previdenciários. Atualmente, a fila de espera no INSS é de 1,3 milhão. Esse é o estoque de requerimentos de benefícios que não foram respondidos dentro do prazo legal - 45 dias. Em julho do ano passado, a demora atingia 1,7 milhão de pedidos.

    Para tentar resolver o problema, o governo anunciou, há duas semanas, uma força-tarefa. A estratégia prevê que militares da reserva integrem o plano de ação contra a fila de espera. Desde 2018, a Controladoria-Geral da União (CGU) faz alertas sobre a fila de espera no INSS.

    O INSS Digital começou a ser implementado gradualmente a partir de 2017. O uso da plataforma buscou criar um fluxo de atendimento à população fora da agência da Previdência Social e, ao mesmo tempo, evitar atrasos diante da diminuição do número de servidores.

    Neste mês, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, afirmou que a digitalização parcial de serviços fez a fila aumentar.

    Segundo o ministério, com a facilidade de acesso, o INSS passou a receber uma média de 264 mil requerimentos a mais por mês. Além disso, houve demora e falhas técnicas na adaptação dos sistemas às novas regras de aposentadoria.

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