O governo federal liberou R$ 13,3 bilhões em crédito extraordinário com urgência para socorrer o agronegócio e destravar investimentos. Publicada por Medida Provisória nº 1.377/2026, a verba com aplicação imediata destina sua maior fatia aos produtores rurais que enfrentam prejuízos por eventos climáticos extremos e queda no preço dos produtos de base. A medida promete dar um fôlego financeiro decisivo para o setor agropecuário e para a economia do país. A proposta passa por análise na Câmara dos Deputados antes de ir ao Senado.

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Desenrola Rural 2026

Além de reestruturar a capacidade financeira do campo, o pacote orçamentário injeta novos recursos no Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Segundo o governo federal, a liberação preserva a competitividade de setores essenciais enquanto atende demandas emergenciais de regiões afetadas pela estiagem e por barreiras ao comércio exterior.

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Fôlego imediato: como os R$ 13,3 bilhões vão socorrer produtores afetados pelo clima

O setor agropecuário é o principal foco da medida provisória para recompor a renda de agricultores e pecuaristas que sofreram com sucessivos períodos de seca e redução nos preços internacionais. Entre as ações imediatas, o Ministério da Agricultura e Pecuária reservou R$ 270 milhões para subvencionar fornecedores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste, alcançando entre 16 mil e 17 mil pequenos e médios agricultores que não possuem participação em usinas ou destilarias.

A iniciativa mitiga os impactos da estiagem prolongada e das novas restrições impostas pelos Estados Unidos às exportações de açúcar brasileiro.

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No entanto, o impacto da medida vai além do socorro imediato. A injeção de capital no FNDCT permitirá que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) amplie significativamente as linhas de crédito de longo prazo voltadas à inovação no campo.

Na prática, produtores rurais de todo o país poderão financiar a aquisição de máquinas, novos equipamentos e tecnologias de precisão, fatores cruciais para elevar a produtividade, reduzir custos operacionais e mitigar os riscos climáticos nas próximas safras.

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De onde vem o dinheiro para financiar o crédito extraordinário

A viabilização do crédito extraordinário de R$ 13,3 bilhões utilizará diferentes fontes do orçamento público federal. Cerca de R$ 9 bilhões têm origem no saldo positivo apurado nas contas da União referentes ao exercício de 2025. O restante do montante, quase R$ 4 bilhões, é proveniente do excesso de arrecadação registrado ao longo do primeiro semestre de 2026.

A proposta orçamentária prevê ainda o remanejamento temporário de R$ 270 milhões que estavam originalmente destinados ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. O governo federal esclareceu que o valor será recomposto gradualmente em etapas posteriores da execução orçamentária do ano, garantindo que o fluxo de contratações do programa de habitação siga sem interrupções.

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*Com edição de Luiz Daudt Junior.