O Serviço Federal Russo de Alfândega interceptou, no porto de São Petersburgo, uma tentativa de contrabando de um fragmento de 2,8 toneladas do meteorito Aletai.

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A peça, avaliada como um bem de importância estratégica e patrimônio cultural, estava prestes a ser enviada para a Grã-Bretanha sob a falsa declaração de “ornamento para jardins” e “escultura paisagística”.

A apreensão ocorreu na última quinta-feira (05/02) após exames técnicos confirmarem que o objeto não era uma decoração comum, mas sim parte de um dos maiores meteoritos de ferro conhecidos na Terra.

Em resposta ao crime, as autoridades russas abriram um processo criminal, e os suspeitos podem enfrentar uma pena de até três anos de prisão.

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Identificação do fragmento

O fragmento despertou suspeitas imediatas pelo seu peso elevado e acabou sendo identificado pelos investigadores durante a inspeção no terminal portuário.

A rocha é classificada como um siderito rico em ferro e níquel que possui também quantidades significativas de ouro e de irídio em sua formação mineral.

De acordo com a agência de notícias TASS, o fragmento é proveniente de um protoplaneta que se desintegrou há 4,5 bilhões de anos durante a formação do sistema solar.

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O nome Aletai se refere ao local na região de Xinjiang Uigur, na China, onde a rocha foi originalmente descoberta no ano de 1898.

A queda na região foi descrita em arquivos históricos e especialistas acreditam que o impacto tenha ocorrido durante o período da pré-história.

Importação e sigilo

Segundo as investigações, antes da tentativa de embarque para o território britânico, o objeto foi importado para a Rússia vindo de uma nação integrante da Comunidade dos Estados Independentes (CEI).

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O comprador e o valor total negociado para o transporte até a Grã-Bretanha não foram revelados e seguem mantidos sob sigilo pelas equipes de apuração russas.

Por Vitoria Estrela