greve dos servidores em Florianópolis entrou em seu quinto dia nesta segunda-feira (27), afetando serviços como Educação e Saúde. Ainda não há previsão para o fim da paralisação. Uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) está marcada para 13h30min desta segunda para discutir os rumos da paralisação.

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Segundo a prefeitura17,78% dos profissionais da área da Saúde estão paralisados. As unidades com maior percentual em greve são o Novo Continente, Jurerê, Trindade, Rio Tavares.

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Ponta do Coral está com serviço de acolhimento afetado.

Na Educação, nove Núcleos de Educação Infantil Municipais (NEIMs) estão sem atendimento, e 33,8% dos profissionais estão em greve, conforme a administração municipal.

No ensino básico, 32,1% dos profissionais estão paralisados, com a Escola Básica Municipal (EBMs) Albertina Madalena Dias, na Vargem Grande, sem atendimento, ainda de acordo com a prefeitura.

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O Sintrasem, no entanto, contesta os números da prefeitura. Conforme o sindicato, 70% dos trabalhadores em Educação estão parados. Nas demais secretarias, como Saúde e Assistência Social, o número é de 50%.

Entenda a greve

A paralisão dos servidores de Florianópolis começou às 7h de quinta-feira (23). A greve, segundo o Sintrasem, foi anunciada após a Prefeitura de Florianópolis não atender à pauta de reivindicações da data-base. A proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada por não contemplar pontos centrais das reivindicações. Os servidores também relatam sobrecarga e “deterioração das condições de trabalho”.

Em nota, a Prefeitura de Florianópolis lamentou a decisão e informou que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados. A Administração Municipal destacou que mantém diálogo com as categorias e que “cumpre integralmente todos os acordos firmados”.

Veja nota do Sintrasem

“Frente à ausência de respostas concretas do governo Topázio e da falta de respeito com a pauta da categoria, os trabalhadores da Prefeitura de Florianópolis mantiveram nesta sexta-feira (24/4) a greve por tempo indeterminado!

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Nosso movimento cresce e ganha apoio da população. As publicações do prefeito e da sua base repletas de comentários em defesa da categoria são a prova disso.

A cidade apoia nossa mobilização porque lutamos por valorização e melhorias nos centros de saúde, nas escolas, nos NEIMs, na assistência social e em todo o serviço público.

E o prefeito? Finge que não vê e vai na surdina para os Estados Unidos.

Não há proposta para o reconhecimento das auxiliares de sala no magistério; para uma verdadeira descompactação da carreira do professor; para a recomposição salarial dos técnicos de enfermagem; ou para o piso dos ACS e ACE.

Também não há compromisso da prefeitura com concurso público, chamamento de aprovados, fim das terceirizações, defesa da previdência pública ou redução da jornada sem corte salarial.

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Até segunda-feira, é tarefa de cada trabalhador fortalecer o movimento e ampliar o diálogo com a população, explicando a greve e denunciando esse descaso da prefeitura.

No sábado (25/4) às 11h, no Ticen, a categoria participa do ato Brasil Sem Misoginia – pela criminalização da misoginia e contra a lei do Governo de SC que censura o debate de gênero nas escolas. Estaremos lá para reforçar a luta e para dialogar com a comunidade sobre a greve.

Também no sábado haverá uma reunião com parlamentares na Câmara de Vereadores, na qual a mesa da categoria vai cobrar que o Poder Legislativo cumpra com seu papel de fiscalizador das ações do Executivo e solicite reabertura das negociações imediatamente.

A próxima assembleia está marcada para segunda-feira (27/4) e será o momento de mostrarmos nossa força ao prefeito. É importante que todos os trabalhadores participem para que entremos nesta segunda semana de greve com muita força, em um grande ato no Centro da cidade!

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Vamos mostrar de vez a Topázio que seguimos unidos e em luta pra avançar no serviço público. Negocia, prefeito!

Veja nota da prefeitura

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) anunciou greve no dia 23, após o feriado de Tiradentes. A Administração Municipal lamenta a decisão e informa que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados.

Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

Paralelamente, a gestão vem realizando investimentos concretos na valorização do serviço público. Somente no último ano, foram chamados mais de 1.900 novos profissionais para reforçar o atendimento à população. Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades.

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A Prefeitura também destaca que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diversas áreas.”