A missão Artemis 2 atingiu um marco histórico na exploração espacial ao orbitar o satélite natural da Terra na segunda-feira (6 de abril de 2026).
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A bordo da cápsula Orion, os astronautas tornaram-se os seres humanos que mais se aventuraram nas profundezas do espaço, quebrando o recorde de 400.171 quilômetros estabelecido pela missão Apollo 13 em 1970.
O comandante Reid Wiseman descreveu a experiência como algo sem precedentes, ressaltando que a tripulação pôde observar detalhes do lado oculto da Lua que nunca haviam sido vistos diretamente por olhos humanos desde o fim do programa Apollo, em 1972.
A face oculta da Lua, que permanece invisível da Terra devido ao fenômeno da rotação sincronizada, apresenta um relevo muito mais acidentado e uma crosta mais espessa do que o lado visível.
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Veja as imagens feitas pela tripulação da cápsula Orion na órbita da Lua
O que tem no lado oculto da Lua?
Um dos pontos centrais da observação foi o Mare Orientale, uma cratera de impacto com 930 quilômetros de largura e cerca de 4 bilhões de anos. Segundo os cientistas da Nasa, o estudo direto dessa região é fundamental para entender a evolução térmica dos planetas rochosos e a história de impactos de asteroides no Sistema Solar.
Além disso, dados coletados reforçam que o ambiente ali é extremamente hostil, com temperaturas que chegam a ser 100°C mais baixas do que na face voltada para o nosso planeta.
O interesse internacional por esse território inexplorado vai além da curiosidade científica e envolve planos estratégicos para as próximas décadas. A Agência Espacial Europeia e a Nasa veem o lado oculto como o local ideal para a instalação de radiotelescópios, já que a região é protegida das interferências de rádio vindas da Terra.
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Há também um forte componente econômico na busca por recursos minerais e pelo isótopo hélio-3, que possui potencial para suprir as necessidades energéticas terrestres por até 10 mil anos. Com a conclusão desta etapa, a Artemis 2 abre caminho para a instalação de bases permanentes que servirão de apoio para futuras viagens tripuladas a Marte.
*Sob supervisão de Pablo Brito










