Uma moradora de Chapecó provou recentemente que nunca é tarde para realizar um grande sonho. Desde seus cerca de 20 anos, a aposentada Dirce Helena Müssnich alimentava o desejo de saltar de paraquedas, mas, por diversas razões, nunca levou a ideia adiante. No entanto, ao completar 75 anos, em março deste ano, ela decidiu transformar esse antigo sonho em realidade e comemorou a data especial de uma forma inesquecível.

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— Eu sempre tive vontade de saltar. Quando eu era bem jovem, comecei a fazer um curso de paraquedismo, mas achei muito prolongado até a hora de saltar, aí desisti do curso — relembrou dona Dirce.

Com o apoio e incentivo da família, no último sábado (22), ela dirigiu-se a um aeroclube de Concórdia, onde realizou o salto tão aguardado. Desde o momento em que chegou ao local, demonstrou tranquilidade e entusiasmo. A ansiedade era evidente, mas pela chegada do momento do salto. Após pousar em segurança, com um semblante de satisfação, ela revelou que faria tudo de novo.

— [A experiência é] maravilhosa, se me derem outra oportunidade, eu vou. [O voo] foi muito legal. A queda livre é maravilhosa. Eu pilotei o paraquedas também, para a direita, depois para a esquerda. É muito bom! — descreveu a aposentada.

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O instrutor de paraquedismo Felipe Prado, que acompanhou Dirce durante o salto, destacou a importância de uma preparação adequada para a atividade e a inspiração que a história da idosa representa.

— Esse salto é um salto FUN. É um salto de diversão, mas ele também tem instrução. Exige uma atenção a mais, uma conversa detalhada sobre saúde, sobre o condicionamento físico da pessoa. E é muito inspirador ver a dona Dirce, com 75 anos de idade, vir experimentar essa experiência, essa conexão e viver isso, viver o voo — explicou o instrutor.

A iniciativa de Dirce também contagiou a família. O filho, Tiago Müssnich, que incentivou a mãe a seguir adiante com o salto, ficou empolgado com a coragem e a satisfação dela e decidiu também encarar o desafio ao lado da esposa, Daiane.

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— Eu sempre quis saltar, mas tive muito medo, sempre. E minha esposa nunca cogitou isso na vida. Só que a gente viu a serenidade da mãe depois do salto, a felicidade dela. E todas as outras pessoas que estavam descendo naquele dia, tranquilas. Isso despertou ainda mais a nossa vontade. E é a melhor coisa que eu resolvi fazer na vida. É uma sensação indescritível de curtir o momento, é espetacular — compartilhou Tiago.

A aventura de dona Dirce e sua família prova que a idade é apenas um número e que sempre há tempo para realizar sonhos. O salto de paraquedas, que começou como um desejo da juventude, se tornou um presente inesquecível para todos.

Além do filho e da nora, os netos Enzo e Valentina, e o marido Eduardo também acompanharam Dirce – mas só até o aeroclube, sem sair do chão.

— Ela é muito corajosa para essas coisas de altura. Tirolesa, ela vai sem medo. Mas eu… é só sentado dentro de um avião. Solto assim, não vou — brincou Eduardo ao comentar sobre a coragem da esposa.

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*Com a colaboração de Luiz Felipe Giachini e Osmar Lucas, da NSC TV Chapecó

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