Um grave acidente entre três carros resultou na morte de um motorista na BR-282 em São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A colisão frontal ocorreu na manhã desta terça-feira (30) na localidade de Tararé e envolveu três veículos, dos quais dois ficaram completamente destruídos.
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O primeiro veículo era conduzido por um homem de 84 anos, que foi encontrado já sem vida pelas guarnições do Corpo de Bombeiros Militar de Lages. A remoção do corpo foi realizada após a chegada da Polícia Científica.
Já no segundo veículo tinha três ocupantes e dois deles recusaram atendimento médico. Apenas uma passageira, de 70 anos, precisou ser encaminhada ao hospital pela Unidade de Suporte Básico do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de São José do Cerrito.
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No terceiro veículo também havia três ocupantes que foram encaminhados ao hospital. Uma mulher de 29 anos que teve uma fratura exposta e escoriações na face foi levada para o Hospital Nossa Senhora dos Prazeres em uma Unidade de Suporte Avançado do SAMU. Um homem de 29 anos e uma criança de 7 anos também foram atendidos e encaminhados ao hospital.
Após a conclusão dos atendimentos, o local foi deixado sob responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que seguiu com os procedimentos necessários.
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Qual a importância da BR-282?
A BR-282 é uma importante via que corta Santa Catarina, ligando a Grande Florianópolis ao Oeste Catarinense, e também uma das rodovias mais perigosas do Estado. Só em 2025, a BR-282 registrou 23% das 434 mortes nas rodovias de Santa Catarina, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT), ou seja, cerca de 99 óbitos.
É a terceira rodovia federal onde mais foram registradas mortes, e a segunda onde mais ocorreram acidentes no Estado, segundo a CNT.
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O que torna a BR-282 tão perigosa?
Existe uma soma de fatores de risco que causam acidentes na BR-282, o principal deles é a falta de duplicação, que vem sendo discutida há anos. Sem a pista dupla, muitos acidentes são causados por ultrapassagens perigosas.
Alguns trechos da rodovia também são marcados por curvas e inclinações, principalmente nas subidas e descidas da Serra Catarinense. Em estações com maior incidência de chuva e neblina, a estrada se torna ainda mais perigosa, demandando atenção dos condutores.
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