Pequenas cidades de Santa Catarina, que possuem menos de 50 mil habitantes, começaram a receber neste mês de abril um novo método contraceptivo para distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS). Conhecido como Implanon, ele é um implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel.
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Neste momento, 259 municípios com população inferior a 50 mil habitantes já estão recebendo os implantes. A remessa atual corresponde a 12.255 dispositivos.
A quantidade destinada a cada município está detalhada na Nota Técnica Conjunta 01/2026 – DIAF/DAPS/SES, que apresenta a previsão de distribuição elaborada pelo Ministério da Saúde para cada município. Ela está baseada na população feminina em idade fértil de cada território e considerando que 20% desse total teria indicação para uso do método neste primeiro momento.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) ressaltou que a oferta do método não depende apenas da distribuição e chegada do insumo aos territórios. É imprescindível que os profissionais estejam qualificados para realizar uma consulta em saúde sexual e reprodutiva de qualidade, bem como habilitados para a inserção do implante.
A partir disso, a SES, em parceria com os municípios com maior população, já estão capacitando seus profissionais. Além disso, o Estado está programando a oficina teórico-prática voltada aos 259 municípios com população inferior a 50 mil habitantes, prevista para o mês de maio de 2026.
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Enquanto a estratégia está em fase de implementação, as mulheres podem buscar a equipe de Saúde da Família de referência, manifestar interesse e, caso tenham indicação para uso do método, solicitar agendamento ou inclusão no sistema para inserção.
Cidades como Joinville já começaram a aplicar o Implanon
A primeira remessa de Implanon foi destinada aos municípios com população igual ou acima de 50 mil habitantes, com 18.030 implantes. Ao todo, 35 municípios foram considerados, com a distribuição de implantes pela Diretoria de Assistência Farmacêutica Estadual.
Veja fotos de algumas cidades de SC que já receberam o Implanon
As 35 primeiras cidades a receber o Implanon foram: Araquari, Araranguá, Balneário Camboriú, Barra Velha, Biguaçu, Blumenau, Brusque, Caçador, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Gaspar, Guaramirim, Içara, Imbituba, Indaial, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Mafra, Navegantes, Palhoça, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São José, Tijucas, Tubarão, Videira e Xanxerê.
Cidades como Joinville já receberam a capacitação e começaram a aplicar o método contraceptivo. No sábado, dia 11 de abril, 44 mulheres receberam a aplicação do Implanon. O método contraceptivo está disponível no SUS para mulheres de 14 a 49 anos, sendo seguro, eficaz e de longa duração. Ele impede a ovulação por até três anos. Utilizado na forma de um pequeno implante inserido sob a pele do braço, o procedimento pode ser realizado por médicos e enfermeiros capacitados.
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Em Joinville, o profissional avaliará, junto à paciente, as indicações de métodos mais adequados a cada caso e fará o encaminhamento necessário. Serão priorizados no atendimento mulheres em situações de vulnerabilidade.
— O acesso a métodos contraceptivos é um direito assegurado pelo SUS. A chegada do Implanon oferece mais uma alternativa segura e eficaz para o planejamento familiar, valorizando a autonomia e a saúde integral da mulher — avalia a secretária da Saúde de Joinville, Daniela França Cavalcante.
Nos dias 28 e 29 de abril, na Policlínica Boa Vista, técnicos do Ministério da Saúde estarão em Joinville para oficinas de qualificação para inserção do Implanon. A agenda reunirá profissionais médicos e de enfermagem de nove municípios, incluindo Joinville, com o objetivo de ampliar a oferta do método em toda a região. Durante esses dois dias, também será promovido um mutirão de atendimento.
No mês de maio, a Secretaria de Saúde promove mais uma capacitação, desta vez voltada a médicos das Unidades Básicas de Saúde da Família. O treinamento atenderá profissionais de todos os distritos como forma de ampliar o acesso ao procedimento dentro da Atenção Primária, descentralizando estes atendimentos.
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