A médica Cláudia Lima Gusmão Cacho é a primeira mulher indicada como general no Brasil. A indicação é inédita nos 400 anos de história do Exército Brasileiro. Para se tornar oficialmente general, Cláudia ainda precisa passar pela confirmação por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Com isso, a médica será a primeira mulher a alcançar o posto de oficial-general do Exército. Trata-se de um fato histórico, para uma instituição que só passou a aceitar mulheres em seus quadros a partir dos anos 90.
Quem é Cláudia Lima Gusmão Cacho
Cláudia tem 57 anos e é medica pediatra. Nasceu em Recife, em Pernambuco, e se formou em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE). A residência aconteceu no Instituto Materno Infantil (IMIP) e desde entao vem se especializando na área de gestão.
Casada com Jorge Augusto Ribeiro Cacho, general de divisão, ela é mãe de dus filhas. A carreira no Exército Brasileiro começou em 1996, quando entrou como oficial temporária no 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia (GO).
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Fez o Curso de Formação de Oficiais Médicos na Escola de Saúde do Exército e não saiu mais da área da saúde militar. Cláudia também tem pós-graduação em Administração Hospitalar e MBA em Gestão Estratégica de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A ascensão na carreira militar
Em quase 30 anos de carreira, Cláudia esteve à frente de cargoso considerados estratégicos na área da saúde do Exército. Comandou o Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, foi subdiretora de Legislação e Perícias Médicas da Diretoria de Saúde e chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste. Além disso, atuou como adjunta da Inspetoria de Saúde do Comando da 9ª Região Militar.
Também dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande, duas unidades consideradas estratégicas na rede hospitalar da Força. Por último, foi subdiretora técnica do Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro.
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Entre as condecorações recebidas estão a Medalha Militar de Prata, a Medalha do Pacificador, a Medalha Marechal Hermes de Bronze com uma Coroa, a Medalha Marechal Osório – O Legendário e a Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial, além do Distintivo de Comando Dourado. A promoção, aprovada em votação secreta pelo Alto-Comando do Exército, depende agora de formalização pelo Palácio do Planalto.
Segundo o jornal O Globo, em 2025, o Exército Brasileiro promoveu, pela primeira vez, mulheres à graduação de subtenente, consolidando a presença feminina no topo da carreira das praças. As militares integravam a turma pioneira de 2002, formada por 16 mulheres e quatro homens.
Ainda segundo O Globo, no mesmo ano, a Força passou a se preparar para outro marco: o ingresso das primeiras mulheres soldados no Serviço Militar. Ao todo, 33.720 mulheres se alistaram em 2025, e 1.010 devem ser incorporadas ao Exército em 2 de março de 2026, ampliando a participação feminina na instituição.
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