O governo do Irã responsabilizou os Estados Unidos pelos ataques trocados nas últimas horas com Israel, aliado dos norte-americanos no Oriente Médio. Na manhã desta segunda-feira (8), Israel voltou a atacar os iranianos em retaliação a bombardeios sofridos no fim de semana.

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A ofensiva do Irã ocorreu como resposta a ataques de Israel ao vizinho Líbano, onde atua o grupo Hezbollah, apoiado pelos iranianos. Na prática, a troca de ataques entre os países representa uma quebra definitiva do cessar-fogo estabelecido em abril. As informações são do portal g1.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que os novos ataques agravam o “processo diplomático caótico” entre os países e que aumentam a desconfiança dos iranianos com os anúncios dos EUA.

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O porta-voz defendeu que o governo dos EUA tem responsabilidade direta pelas violações de cessar-fogo e assegurou que Israel não toma medidas independentes sem consultar Washington.

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Os novos ataques de Israel ignoraram os apelos do presidente norte-americano Donald Trump, que tentava estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, mas que acabaram com novos ataques israelenses aos libaneses.

Trump havia prometido fim de ataques de Israel ao Líbano

Na semana passada, Trump havia garantido que Israel não voltaria a bombardear o Líbano, mas a promessa não se confirmou, com os ataques israelenses que desencadearam o rompimento do cessar-fogo. A ofensiva de Israel no Líbano fez Trump chamar Netanyahu de “completamente louco” na semana passada, mais tarde afirmando ter feito isso “de forma raivosa”.

A ofensiva de Israel sobre a capital do Líbano, Beirute, motivou o disparo de mísseis do Irã contra Israel, neste domingo, em uma clara escalada do confronto. Trump teria ligado para o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, pedindo que não houvesse retaliação contra o Irã após os ataques, mas o pedido foi ignorado, com novos ataques de Israel à capital Teerã e a outras cidades iranianas nesta segunda-feira.

“Estamos próximos de um acordo [de paz] final com o Irã, eu não quero estragar tudo por causa do que está acontecendo agora”, afirmou Trump mais cedo, ao site Axios.

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Até o momento não há registro de pessoas feridas nos bombardeios do Irã contra Israel. O sistema de interceptação teria contido os mísseis disparados contra o país.

Após os ataques de Israel ao Líbano, o Irã afirmou que as bases dos EUA têm no Oriente Médio teriam voltado a se tornar “alvos legítimos”. A escalada na tensão na região fez países como o Iraque e o próprio Irã fecharem o espaço aéreo pelos próximos dias.