Gustavo Sobierai, irmão de Julia Vitoria Sobierai Cardoso, assassinada no Paraguai na última sexta-feira (24), comentou à NSC TV sobre a frieza do suspeito após cometer o crime. A estudante de medicina, natural de Santa Catarina, foi encontrada morta no apartamento em que morava com diversos ferimentos de facas. O ex-namorado, natural do Maranhão, é o principal supeito de cometer o crime. Até a manhã desta segunda-feira (27), ele estava foragido.

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Segundo o irmão, Julia foi ao Paraguai para para tentar se reconciliar com outro rapaz, com quem teve relacionamento ainda em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catariana, onde morava antes. Entretanto, a reconcilização não deu certo.

— Ela seguiu a vida dela fazendo a faculdade, que era um sonho também. E algum tempo depois, uns meses, envolveu-se com esse rapaz [o suspeito].

Os dois tiverem um relacionamento de alguns meses, mas ele teria “aprontado com ela”, segundo Gustavo. A estudante catarinense decidiu não continuar o relacionamento.

— Os dois continuaram a amizade. Nesse meio-tempo, estava tudo muito tranquilo, esse rapaz tratava-a muito bem. Ninguém acredita na forma como aconteceu — diz o irmão.

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Quem era a estudante de medicina

“Saiu como se nada tivesse acontecido”

Julia morava em um apartamento em Cidade do Leste, no bairro Obrero, com uma amiga. No dia do assassinato, segundo o irmaõ, a colega também estava com o namorado. Foi ele quem escutou um grito.

— Ele bateu na porta do quarto da minha irmã e esse rapaz, o [suspeito], falou que estava tudo bem — falou Gustavo.

A própria amiga foi tentar falar com Julia. Porém, nem ela nem o ex-namorado respondiam. De acordo com o irmão da vítima, através de uma porta de vidro da sacada a amiga conseguiu acesso ao quarto de Julia e encontrou o corpo.

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— Segundo informações do legista, passou de 50 facadas. Estrangulamento e facadas na região do peito, do pescoço, foram muitas. Depois ele saiu dali como se nada tivesse acontecido.

O Ministério Público paraguaio informou, no sábado (25), que deve formalizar em breve um pedido de captura internacional do suspeito, mas já há um protocolo de prisão em nível nacional por feminicídio.

— Ela já não tinha nada com ele. Ela levava a vida dela de boa, era uma pessoa cristã, acreditava nas coisas certas, ajudava todo mundo, tirava dela para os outros terem. Não tem explicação, sabe? Não entra na cabeça, dói na alma

Julia será velada na manhã desta segunda-feira (27) em Navegantes.

O irmão do acusado, que recebeu os investigadores no apartamento onde morava, teve o celular apreendido. A investigação do crime conta com cooperação de autoridades brasileiras com foco na localização do suspeito.

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