O Mounjaro, medicamento da Eli Lilly, chegou ao Brasil aprovado pela Anvisa para tratar diabetes tipo 2 em 2023. Rapidamente, ele se popularizou como uma opção para quem busca perder peso, mostrando ter efeitos tanto positivos quanto negativos que merecem atenção. Saber os principais efeitos colaterais é fundamental antes de iniciar o uso.
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Conhecido também como tirzepatida, a substância se destaca por uma ação dupla. Ela retarda o esvaziamento do estômago, ajudando a pessoa a se sentir saciada por mais tempo ao longo do dia. Além disso, a tirzepatida age inibindo os sintomas da fome, o que resulta em uma supressão eficaz do apetite.
Ozempic x Mounjaro? Entenda as diferenças entre os medicamentos para diabetes e perda de peso
Em testes de laboratório, o Mounjaro demonstrou ser o remédio com maior potência glicêmica aprovada até hoje, superando inclusive o Ozempic, outro medicamento conhecido no segmento. Sua comercialização no Brasil iniciou em maio de 2025, tornando-o acessível nas farmácias.
No entanto, como qualquer medicamento potente, o Mounjaro pode apresentar efeitos colaterais. É importante ressaltar que essas reações não afetam todos os usuários, mas é fundamental estar ciente delas.
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Saber o que esperar pode fazer toda a diferença na experiência com o tratamento e na comunicação com seu médico.
O que é o Mounjaro e como ele funciona?
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Efeitos colaterais comuns e incomuns
Algumas reações são consideradas muito comuns, afetando mais de 10% dos pacientes que utilizam o medicamento. As mais frequentes incluem náuseas e diarreia.
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Além disso, a hipoglicemia pode ocorrer, especialmente quando o Mounjaro é usado em combinação com insulina basal ou sulfonilureia, demandando atenção especial no monitoramento da glicose.
Existem também efeitos colaterais comuns que afetam entre 1% e 10% dos pacientes. Dores abdominais, vômitos e indigestão são exemplos.
Arrotos constantes, flatulência e sintomas de refluxo também se encaixam nessa categoria, assim como fadiga e uma notável redução do apetite, que contribui para a perda de peso.
Menos frequente, ocorrendo entre 0,1% e 1% dos pacientes, está a hipoglicemia quando o Mounjaro é usado em conjunto com metformina.
Ficar atento a esses sinais e sintomas é crucial para uma experiência segura com o tratamento prescrito pelo profissional de saúde.
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Risco de câncer de tireoide?
Uma preocupação levantada durante os testes laboratoriais foi a observação de que o Mounjaro causou tumores na tireoide em algumas cobaias.
Contudo, os estudos realizados até o momento não permitem afirmar com certeza que o medicamento possa causar câncer em seres humanos.
Para identificar essa predisposição antes de iniciar o tratamento, a médica sugere exames clínicos. A coleta e análise da calcitonina, um hormônio produzido pelas células da tireoide, pode ajudar a apontar ou descartar o risco para a doença.
Dessa forma, é possível usar o Mounjaro de forma mais segura ou optar por alternativas, caso haja essa predisposição.
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